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Ambientalistas temem contaminação da água no Zêzere devido a derrame de acetona

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A Quercus diz que o derrame dos 24 mil litros de acetona devido ao despiste de um pesado de transporte de matérias perigosas "caso chegue ao rio Zêzere, poderá contaminar as captações de água do rio".

Caaso o derrame de acetona atinja o solo, dado tratar-se de uma zona de floresta, poderá contaminá-lo, pelo que apelam à sua descontaminação

LUSA

Autor
  • Agência Lusa

O derrame de 24 mil de litros de acetona nesta segunda-feira de manhã, na ponte do Cabril, entre Sertã e Pedrógão Grande, está a preocupar os ambientalistas que temem contaminação das captações de água do rio Zêzere.

Em comunicado enviado à agência Lusa, a associação ambientalista Quercus explica que o derrame dos 24 mil litros de acetona, “líquido inflamável e irritante”, devido ao despiste de um pesado de transporte de matérias perigosas, na Ponte do Cabril, na zona de Pedrógão Pequeno, concelho da Sertã, “caso chegue ao rio Zêzere, poderá contaminar as captações de água do rio”.

A Quercus teme que a proximidade do local do acidente com pontos de captação de água para consumo humano possa tornar esta situação muito preocupante, dado que a qualidade da água para consumo humano fica posta em causa”, lê-se na nota.

Os ambientalistas alertam que, para além de causar irritação nos olhos e queimaduras químicas, a acetona pode provocar irritações e dermatites em contacto com a pele ou irritação das mucosas, náuseas, vertigens, dor-de-cabeça, mal-estar e perda de consciência, quando inalados.

Adiantam ainda que, caso o derrame de acetona atinja o solo, dado tratar-se de uma zona de floresta, poderá contaminá-lo, pelo que apelam à sua descontaminação.

“Caso o derrame de acetona atinja o rio, dado que aconteceu numa ponte, também será prejudicial para a flora e fauna local, podendo inclusive ser tóxico para algumas espécies de peixes, levando-os à morte”, sublinham.

A Quercus alerta ainda que, como último cenário, a contaminação pode atingir as captações de água, desde a albufeira da Bouça, até a Castelo do Bode, pelo que espera que as autoridades “adotem medidas céleres para a contenção do derrame prevenindo qualquer situação mais gravosa”.

Segundo os ambientalistas, um derrame deste tipo de substância inflamável “poderá criar uma situação de risco, dado que reduz a concentração de oxigénio no ar, tornando o ambiente asfixiante e extremamente explosivo, pelo que a prevenção de incêndio deverá ser ativada”.

Os resíduos resultantes da limpeza do derrame são resíduos perigosos, pelo que devem ser encaminhados posteriormente para um dos Centros Integrados de Valorização de Resíduos Perigosos (CIRVER), ambos situados na Chamusca.

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