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Ambiente

Medina defende que cidades devem ter “mais competências” em matéria de sustentabilidade

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa considerou que "as cidades já hoje têm muito peso na resposta que pode ser dada a estes desafios", mas, acrescentou, "é importante que tenham mais".

O presidente da Câmara de Lisboa abriu os trabalhos da assembleia com um discurso em que sublinhou os desafios da sustentabilidade com que se confrontam "todas as cidades do mundo", nas suas "três vertentes: económica, ambiental e social"

Manuel Almeida/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina, sublinhou esta segunda-feira a importância de as cidades adquirirem “mais competências” para responder aos desafios da sustentabilidade e das alterações climáticas.

“Ainda não temos as competências que precisamos de ter, mas, neste momento, estamos a trabalhar para que em áreas centrais do combate às alterações climáticas possamos ter mais instrumentos para agir”, disse Fernando Medina.

Os Paços do Concelho da câmara da capital acolheram esta segunda-feira a reunião magna anual da União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa (UCCLA).

Medina considerou que “as cidades já hoje têm muito peso na resposta que pode ser dada a estes desafios”, mas, acrescentou, “é importante que tenham mais”, lembrando que há apenas dois anos “a Câmara de Lisboa não tinha competências de fundo na área da mobilidade do transporte coletivo”.

“Hoje já tem, porque temos a Carris”, sublinhou, lembrando que “está neste momento em curso um processo de passagem de competências do Estado central para os municípios, e fundamentalmente para a Área Metropolitana, em matéria de regulação de transporte coletivo”.

O presidente da Câmara de Lisboa abriu os trabalhos da assembleia com um discurso em que sublinhou os desafios da sustentabilidade com que se confrontam “todas as cidades do mundo”, nas suas “três vertentes: económica, ambiental e social”.

“São os desafios da sustentabilidade nesta tripla dimensão que ocuparão uma boa parte dos trabalhos desta assembleia e do plano de atividades do próximo ano”, disse à Lusa.

As cidades têm um peso determinante. Hoje, no planeta, metade da população vive nas cidades. E é um número que não para de crescer. Estima-se que em 2050 cerca de 70% da população mundial viva em cidades. É nas cidades que mais se produz, é nas cidades que mais se consome, é nas cidades que estão os elementos de maior emissão de gases com efeito de estufa, e, por isso, o que se passar nas cidades vai ditar muito da nossa capacidade coletiva de vencer ou perder o desafio das alterações climáticas”, afirmou.

A administração da cidade de Lisboa, recordou o seu presidente, tem feito do “enfoque nas políticas de sustentabilidade” a ‘matriz-chave’ da sua atuação”, a começar pelo domínio da mobilidade, e essa orientação valeu-lhe o galardão atribuído em junho do ano passado de Capital Verde Europeia 2020.

“Estamos, neste momento, com um grande programa de mudança no padrão da mobilidade, onde se insere a medida [de redução do preço] dos passes sociais, a renovação da frota da Carris, todo o esforço de qualificação do espaço público para permitir melhor acessibilidade pedonal”, e “o próximo ano será aquele em que a cidade irá mostrar com grande força e energia as várias iniciativas que tem e está a mobilizar” no âmbito daquela distinção, disse.

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