O novo chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas (CENGFA) são-tomense, Idalécio Pachire, prometeu esta segunda-feira que “tudo fará para que o país continue em paz e tranquilidade”, agradecendo a “confiança” nele depositada “pela nação”.

Idalécio Pachire foi esta segunda-feira investido nas funções pelo Presidente da República, Evaristo Carvalho, em cerimónia no palácio presidencial.

“Agradeço primeiro a Deus, agradeço também o privilégio, a honra e confiança que a nação depositou em mim, é uma responsabilidade muito grande, conto com todos os militares para tudo fazer para que a nação são-tomense possa estar em paz e livre em todas as circunstâncias”, disse Idalécio Pachire no ato de investidura.

Antes de assumir funções, Idalécio Pachire foi promovido a brigadeiro pelo Presidente da República numa cerimónia em que esteve presente o primeiro-ministro e chefe do governo, Jorge Bom Jesus, quatro outros membros do governo, o vice-presidente da assembleia Nacional (parlamento são-tomense) e chefias militares e policiais.

Nomeado pelo conselho de ministros, Idalécio Pachire passa a ser o quarto chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas (CENGF) da história do país.

Com 62 anos de idade e especializado em artilharia aérea, regressa ao comando das Forças Armadas depois de ter exercido em 2003 a 2010 o cargo de comandante do exército, uma nomeação que surgiu algumas semanas depois do golpe de estado de 2003.

Idalécio Pachire substitui no cargo Horácio Sousa que disse deixar a chefia militar “orgulhoso do dever cumprido”.

“Estou orgulhoso porque termino a minha carreira, o que estava previsto consegui levar a cabo dentro dos padrões estabelecidos”.

As últimas eleições foram “extremamente bastante marcantes” no exercício da sua missão e foi necessária “muita delicadeza para ultrapassar esse período”.

Outro momento que considerou “delicado foi o “mal-estar que se criou no quartel” quando, no parlamento, durante a discussão do Orçamento Geral do Estado, o ministro da Defesa e Ordem Interna, Óscar Sousa admitiu que não seria possível pagar aos militares os ajustes salariais definidos pelo governo do primeiro-ministro Patrice Trovoada e promulgado pelo presidente da Republica e comandante supremo das Forças Armadas, Evaristo Carvalho.

“Não foi fácil lidar com isso”, disse, considerando “extremamente gratificante com a maneira” como o processo foi conduzido até ao seu desfecho.