Rádio Observador

Comércio

Saldo externo da balança de bens e serviços pode ser negativo pela 1.ª vez desde 2012

De acordo com o Instituto Superior de Economia e Gestão o saldo externo da balança de bens e serviços agravou-se significativamente e poderá vir a ser negativo em 2019, o que não acontece desde 2012.

Segundo o INE, o contributo da procura interna para a variação homóloga do PIB aumentou, "refletindo uma aceleração significativa do investimento"

MÁRIO CRUZ/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

O saldo externo da balança de bens e serviços “agravou-se significativamente” e poderá mesmo ser “negativo em 2019, o que não acontece desde 2012”, estima o Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG).

Na sua síntese de conjuntura, a entidade explica que existiu uma subida da procura interna, mas que o Produto Interno Bruto (PIB), referente ao primeiro trimestre deste ano, “só não terá crescido mais porque o crescimento das exportações foi muito reduzido face ao das importações. Este contributo mais negativo da procura externa líquida é explicável, em especial, pelo crescimento das importações em bens de equipamento, desejável a prazo por aumentar a capacidade produtiva interna, cujo crescimento nominal no trimestre foi de 30%”.

A juntar a esta subida nas compras ao exterior, a exportações “tiveram crescimento reduzido, atribuível quer a fatores pontuais quer a um abrandamento da procura externa, parcialmente refletido no decréscimo da produção industrial”, explica o ISEG.

Por isso, o “saldo externo da balança de bens e serviços agravou-se significativamente e, sendo expectável que melhore nos próximos meses, poderá vir a ser negativo em 2019, o que não acontece desde 2012”, de acordo com a mesma nota.

Em março de 2019,o Instituto Nacional de Estatística (INE) divulgou que o défice da balança comercial de bens totalizou 1.895 milhões de euros, correspondente a um aumento de 573 milhões de euros face ao mês homólogo de 2018.

Além disso, a estimativa rápida da entidade, divulgada este mês, indicou que o PIB português aumentou 1,8% no primeiro trimestre do ano em termos homólogos, acima dos 1,7% do trimestre anterior, e 0,5% em cadeia, impulsionado pela procura interna.

Segundo o INE, o contributo da procura interna para a variação homóloga do PIB aumentou, “refletindo uma aceleração significativa do investimento”.

Em sentido contrário, sinalizou, o contributo da procura externa líquida foi mais negativo do que o observado no trimestre anterior, em resultado da aceleração mais intensa das importações de bens e serviços do que das exportações de bens e serviços.

O ISEG, por sua vez, diz que em relação ao segundo trimestre deste ano “a informação ainda é bastante escassa, mas não apresenta sinais mais negativos do que os observados no trimestre anterior”.

Aliás, qualitativamente, em abril registou-se “uma certa instabilidade” nos indicadores de clima e sentimento económico, de acordo com o instituto, sobretudo graças ao aumento da confiança dos consumidores.

O ISEG realça ainda o crescimento do consumo de cimento, cujas vendas aumentaram 14% em abril, face ao período homólogo, e um decréscimo do comércio automóvel de ligeiros inferior aos meses anteriores (menos 1,6%).

“Em todo o caso, vão ser necessários mais dados para definir o trimestre, em particular os relativos a exportações e importações de bens e serviços, cujo saldo mais negativo no primeiro trimestre penalizou o crescimento”, conclui o ISEG.

Não queremos ser todos iguais, pois não?

Maio de 2014, nasceu o Observador. Junho de 2019, nasceu a Rádio Observador.

Há cinco anos poucos acreditavam que era possível criar um novo jornal de qualidade em Portugal, ainda por cima só online. Foi possível. Agora chegou a vez da rádio, de novo construída em moldes que rompem com as rotinas e os hábitos estabelecidos.

Nestes anos o caminho do Observador foi feito sem compromissos. Nunca sacrificámos a procura do máximo rigor no nosso jornalismo, tal como nunca abdicámos de uma feroz independência, sem concessões. Ao mesmo tempo não fomos na onda – o Observador quis ser diferente dos outros de órgãos de informação, porque não queremos ser todos iguais, nem pensar todos da mesma maneira, pois não?

Fizemos este caminho passo a passo, contando com os nossos leitores, que todos os meses são mais. E, desde há pouco mais de um ano, com os leitores que são também nossos assinantes. Cada novo passo que damos depende deles, pelo que não temos outra forma de o dizer – se é leitor do Observador, se gosta do Observador, se sente falta do Observador, se acha que o Observador é necessário para que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia, então dê o pequeno passo de fazer uma assinatura.

Não custa nada – ou custa muito pouco. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)