Rádio Observador

Guerra Colonial

Angola e Portugal iniciam contactos para honrar soldados portugueses mortos na guerra colonial

183

O ministro da Defesa português lembra que muitos soldados portugueses mortos em África "não foram devidamente reconhecidos". A Liga dos Combatentes fará um plano para "dignificar" esses soldados.

João Gomes Cravinho falou durante a sua visita de três dias a Luanda

AMPE ROGÉRIO/LUSA

Os governos angolano e português iniciaram esta terça-feira contactos para honrar os soldados portugueses que morreram em território angolano durante a guerra colonial e que “não foram devidamente reconhecidos”, informou o ministro da Defesa português, João Gomes Cravinho.

O governante português, que se encontra em Luanda para uma visita de três dias, no âmbito da sua participação na 19.ª reunião de ministros da Defesa da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), foi recebido na terça-feira pelo ministro angolano dos Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria, João Ernesto “Liberdade”.

Temos aqui em Angola seguramente muitos soldados portugueses do período da guerra colonial e até de períodos mais antigos em que não foram devidamente reconhecidos”, disse João Cravinho.

Os restos mortais de pelo menos 1.000 antigos militares portugueses que morreram em Angola entre a I Guerra Mundial e a guerra colonial, estão sepultados em dois cemitérios da província de Luanda, segundo um levantamento das autoridades locais.

João Gomes Cravinho, que visitou esta quarta-feira o cemitério do Alto das Cruzes, considerou “um dever de memória” a todos aqueles que morreram em serviço da sociedade”. “E isso é um caso em relação aos nossos militares que morreram aqui. No cemitério do Alto das Cruzes há militares portugueses ainda da I Guerra Mundial, que faleceram já idosos em Angola, depois do século XX, há militares também do período da guerra colonial e há aqui todo um trabalho a fazer na dignificação das suas campas”, referiu.

Segundo o ministro, é uma responsabilidade de Portugal reconhecer aqueles que morreram no cumprimento dos seus deveres e, nesse sentido, agradeceu a abertura do Governo angolano “para acolher o interesse português em dignificar os cemitérios onde se encontram enterrados esses mortos”. “Vai agora começar esse trabalho e ao longo dos próximos tempos. Já em junho virá uma equipa da Liga dos Combatentes, para começar a fazer o levantamento e organizar um plano, e ao longo dos próximos anos iremos fazer esse trabalho de dignificação dos cemitérios”, frisou.

Por sua vez, o ministro angolano dos Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria declarou que este primeiro contacto entre os dois governos vai permitir que Angola possa receber a delegação portuguesa que virá para se iniciar a identificação das campas onde repousam os restos mortais de soldados portugueses tombados em Angola durante a guerra colonial.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt
10 de junho

O 10 de Junho dos Combatentes

Jaime Nogueira Pinto
1.433

A cerimónia transcende ideologias e não pretende rever o que a História decidiu, antes não retirar aos mortos dos 14 anos de guerra, e a todos que na defesa da pátria tombaram, o seu lugar na História

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)