A Mini já tinha produzido uma série limitada a 500 unidades do Mini E, um eléctrico a bateria específico para o mercado californiano, em 2008. Na altura, à semelhança da concorrência que queria vender na costa Oeste do continente americano, a experiência visou ultrapassar a legislação do Estado. Mas, desta vez, é diferente.

A Mini necessita – como todos os fabricantes europeus – de vender no seu principal mercado veículos que não emitam dióxido de carbono (CO2), isto se quer respeitar o imposto de 95 g/km de CO2 para toda a gama, o que torna imperativo muitos eléctricos e ainda mais híbridos plug-in (PHEV).

O novo Mini eléctrico, denominado Cooper SE, que será comercializado a partir do final de 2019, foi há muito apresentado enquanto protótipo. Então, em 2017, era apelidado Mini Electric Concept, com uma carroçaria obviamente de um Mini, mas estilizada e mais clean, com soluções distintas e mais elaboradas ao nível dos faróis, grelha, painéis laterais e traseiros. Em resumo, um Mini, mas moderno. Contudo, o Cooper S E é na realidade um Mini como qualquer outro, a gasolina ou diesel o que não é necessariamente mau, pois os modelos de três portas do construtor inglês do Grupo BMW sempre tiveram na estética um dos seus principais atributos.

Contudo, para quem prefira um eléctrico que seja diferente das restantes versões com motores de conversão, fica aqui limitado à grelha tapada e com elementos num amarelo vistoso e jantes distintas.

A marca libertou entretanto um vídeo da linha de produção em Oxford, onde gera cerca de 200.000 Mini por ano. De acordo com as informações disponíveis, uma vez que a marca continua a esconder alguns trunfos do novo eléctrico, o Mini Cooper S E poderia ter uma bateria de 34 kWh de capacidade, o que lhe garantiria uma autonomia ridícula de 200 km, como o Mini E e como foi igualmente revelado com as primeiras informações do novo Mini eléctrico. Porém, as críticas foram tão más – entre as quais as nossas, no Observador – que a Mini pode ter revisto as suas opções. Solução mais fácil do que parece, pois a tecnologia das baterias evoluiu de tal forma que permite ter o dobro da capacidade no mesmo volume. Basta ver o Zoe, que trocou as antigas baterias de 22 kWh pelas novas de 41 kWh, apesar destas ocuparem o mesmo volume das anteriores.

Há quem defenda que o novo Mini Cooper SE vai montar o motor mais recente do BMW i3S, aquele com 184 cv, e o pack de acumuladores com 44 kWh (e 120 Ah). Isto permitirá elevar a autonomia de 200 para 274 km, um valor substancialmente mais interessante, para um eléctrico que promete tornar-se um carro da moda, mesmo ainda antes de aparecer no mercado, o que acontecerá no final deste ano ou, mais tardar, nos primeiros meses de 2020.