O PSD de Rui Rio foi o partido político mais votado entre os portugueses emigrados nas eleições europeias. Segundo as contas apresentadas esta quarta-feira pelo Diário de Notícias, 28,83% da diáspora portuguesa votou na lista encabeçada por Paulo Rangel. Em segundo lugar ficou o PS, com 25,1% dos votos. A fechar o pódio está o Bloco de Esquerda, que conquistou 9,97% nas eleições europeias. A surpresa vem depois: o PAN foi o quarto partido mais votado, ultrapassando a CDU e o CDS.

De acordo com os cálculos do Diário de Notícias, é a CDU, cuja lista para o Parlamento Europeu tinha João Ferreira como protagonista, que mais razões para preocupações tem no mundo português além-fronteiras. Em Moscovo, a capital da Rússia, e em Pequim, a capital da China — ambos países com governos comunistas — a coligação entre o PCP e os Verdes não arrancou um único voto aos eleitores portugueses emigrados.

Mais: em Caracas, a capital da Venezuela, onde o regime de Nicolás Maduro tem contado com o apoio do PCP português, só um único emigrante português votou na CDU nestas eleições europeias. Aí, aponta o Diário de Notícias, o grande vencedor foi o PSD, que conquistou 60,94% dos votos. No resto do mundo, o PCP só leva a melhor em Riade, capital da Arábia Saudita. E mesmo assim está empatada com os social-democratas.

Ainda estão por desvendar os resultados em Budapeste (Húngria) e em Rabat (Marrocos), sublinha o Diário de Notícias, mas há outras curiosidades nos votos já contados. O PAN, a surpresa da noite eleitoral em território nacional mas que só elegeu um eurodeputado, ganhou as eleições na Grécia, na Suécia, na Indonésia e na Dinamarca, conta o jornal. E o CDS ganha em Windhoek (Namíbia), Harare (Zimbabwe) e Camberra (Austrália).