Rádio Observador

Câmara Municipal Lisboa

Câmara de Lisboa vai adquirir novos radares e substituir atuais, CDS-PP está contra

101

A aquisição de novos radares vai custar 1,3 milhões de euros. PS, BE, PCP e PSD votou a favor da proposta. CDS-PP diz que proposta é "caça à multa" e que a CML deveria relocalizar os radares.

Tiago Petinga/LUSA

A Câmara de Lisboa aprovou esta quinta-feira uma proposta para expandir a rede de radares da cidade para 41, através da aquisição de 20 novos dispositivos, e substituir os atuais, tendo o CDS-PP falado numa “caça à multa”.

O documento, apreciado em reunião privada do executivo, contou com os votos contra do CDS-PP e os votos favoráveis das restantes forças políticas com representação na autarquia (PS, BE, PCP e PSD), disseram à Lusa fontes municipais.

De acordo com a proposta, à qual a agência Lusa teve acesso, o município lisboeta conta atualmente com “um sistema de segurança rodoviária que integra 21 dispositivos de controlo de tráfego/velocidade (…), o qual, através da presente proposta de aquisição se pretende renovar e alargar, substituindo-se os (…) existentes por novos equipamentos, com um sistema de tecnologia mais eficiente, com vista a corrigir falhas operacionais e adquirindo-se e instalando-se 20 novos dispositivos”.

O preço base do concurso público é de cerca de 1,3 milhões de euros para a aquisição de novos radares e de 1,3 milhões euros para a substituição dos existentes, valor ao qual acresce o IVA, perfazendo um investimento total de cerca de 3,2 milhões, dá conta o documento assinado pelo vereador da Mobilidade e Segurança.

O documento visa submeter à apreciação da Assembleia Municipal de Lisboa uma repartição de encargos em três anos, sendo que a autarquia deverá investir cerca de 2,5 milhões no próximo ano, 363 mil euros em 2021 e 333 mil em 2022. “O contrato a celebrar terá um período de vigência inicial de doze meses” para os novos radares, renovável por dois períodos de um ano e “um período inicial de vigência de oito meses” para a substituição de dispositivos, renovável também por dois períodos de um ano, refere a proposta.

“A velocidade excessiva é uma variável explicativa de determinado tipo de sinistralidade, reconhecendo-se quão decisivo é o seu combate para obtenção de baixos níveis de risco, nomeadamente nas áreas urbanas onde estão presentes utentes particularmente vulneráveis”, defende o documento, acrescentando que o “uso de radares” tem “sido reconhecido como um meio muito eficaz de combate à sinistralidade” em Lisboa.

Em declarações à Lusa após a sessão, o deputado municipal do CDS-PP João Gonçalves Pereira defendeu que “não faz sentido colocar radares em zonas onde a sinistralidade não existe”, sendo “uma autêntica caça à multa”. O eleito notou que “a sinistralidade está a baixar”, pelo que a câmara poderia “relocalizar alguns radares”.

O autarca acusou ainda o executivo liderado pelo socialista Fernando Medina de “demagogia nesta proposta”, já que “está preocupado com a sinistralidade”, mas “tem a Segunda Circular no estado de pavimentação e sinalização que está”.

Já o eleito do PCP Jorge Alves considerou que a colocação de novos radares “não tem como missão fundamental a caça à multa”, caso contrário “não seriam identificados”, enquanto Manuel Grilo, do BE, disse que os dispositivos serão instalados onde “existem maiores fluxos de trânsito”.

Também o vereador do PSD João Pedro Costa salientou que “onde há radares não há acidentes”.

Não queremos ser todos iguais, pois não?

Maio de 2014, nasceu o Observador. Junho de 2019, nasceu a Rádio Observador.

Há cinco anos poucos acreditavam que era possível criar um novo jornal de qualidade em Portugal, ainda por cima só online. Foi possível. Agora chegou a vez da rádio, de novo construída em moldes que rompem com as rotinas e os hábitos estabelecidos.

Nestes anos o caminho do Observador foi feito sem compromissos. Nunca sacrificámos a procura do máximo rigor no nosso jornalismo, tal como nunca abdicámos de uma feroz independência, sem concessões. Ao mesmo tempo não fomos na onda – o Observador quis ser diferente dos outros de órgãos de informação, porque não queremos ser todos iguais, nem pensar todos da mesma maneira, pois não?

Fizemos este caminho passo a passo, contando com os nossos leitores, que todos os meses são mais. E, desde há pouco mais de um ano, com os leitores que são também nossos assinantes. Cada novo passo que damos depende deles, pelo que não temos outra forma de o dizer – se é leitor do Observador, se gosta do Observador, se sente falta do Observador, se acha que o Observador é necessário para que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia, então dê o pequeno passo de fazer uma assinatura.

Não custa nada – ou custa muito pouco. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)