O sabor da vitória chegou com lágrimas nos olhos, sorrisos rasgados de orelha a orelha, abraços apertados, gritos na plateia e um discurso repetitivo que deixa a descoberto a surpresa – boa, claro — que foi alcançar este sonho. “Isto é lindo, isto é lindo, isto é lindo”, diz em palco Margarida Adão, no momento decisivo da final da sexta edição do EDP Live Bands, que trouxe boas energias e muito talento à Lx Factory. Assume o nome de b-mywingz e, a par de y.azz (Mariana Prista), é metade da dupla vencedora do concurso que este ano sagrou campeão o girl power, depois das atuações de Bocomoco, Democrash, CATE, Vasco Vilhena, Duo Ventura & Pitomba e Francisco Primeiro & Os Algazarra, os restantes finalistas.

Créditos: Paulo Alexandre Coelho /EDP

Os próximos passos desta caminhada que se antevê longa passam por atuar no NOS Alive, em Algés, e no Mad Cool Festival, em Madrid, gravar um disco com a Sony Music, apresentá-lo nas FNAC de norte a sul e gravar um teledisco. Mariana e Margarida chegaram, viram e venceram. Literalmente. Esta foi — imagine-se — a primeira vez que subiram juntas a um palco. “Estamos muito agradecidas. À EDP, aos apoiantes, aos jurados. Foi uma noite incrível”, explica b-mywingz, depois de atuar Cycles e Colours na Fábrica L.

Créditos: Paulo Alexandre Coelho /EDP

Mariana Prista sublinha o espírito saudável que se viveu nesta edição do EDP Live Bands, o projeto que assinala meia década (2014 a 2019) e chegou ao Brasil (2016 a 2019) e a Espanha (2018 e 2019).

As bandas vencedoras de 2019

Mostrar Esconder

O sangue novo da música mundial também passa por aqui. Conheça as bandas vencedoras do EDP Live Bands’19:

Portugal (324 bandas inscritas)
Vencedores: y.azz e b-mywingz 

Brasil (1736 bandas inscritas)
Vencedores: ETC 

Espanha (274 bandas inscritas)
Vencedores: Los Beluga 

“Nem pareceu uma competição. Passámos o dia todos juntos, a aprender com os especialistas e ouvir os seus conselhos. Não estava nada à espera de que o ambiente fosse tão bom e amigável”, relata a jovem vocalista da dupla vencedora, que mereceu a distinção máxima do júri, e que nasceu na capital há cerca de um ano.

Na final do concurso, respirou-se música na Lx Factory, com direito a casa composta. Do lado de trás do palco, nervosismo. Em cima deste e à sua frente, adrenalina e alegria. Uns dançam tímidos, outros sem pudores. Selfies e gargalhadas em grupo. Fatos executivos ao lado de casacos de cabedal. Famílias. Amantes de música de todas as idades. Alguns vêm com a lição estudada de casa e já cantam as letras dos temas dos finalistas. “Só mais uma, só mais uma”, ouvem-se gritar, no final de uma das atuações. E aplausos. A final do EDP Live Bands fez-se de muitos aplausos.

Créditos: Paulo Alexandre Coelho /EDP

Tiago Bettencourt, convidado especial do júri deste ano, destaca a qualidade dos novos talentos a concurso. “É bom que haja este tipo de projetos, fora dos concursos de televisão, que são uma fábrica de clones. O giro nestas iniciativas é a versatilidade destes artistas. É muito engraçado ver os estilos e as imagens de cada um. Tivemos aqui de tudo”, explica ao Observador LAB o cantor, que também tocou ao vivo. “Verdade, originalidade e a capacidade de cativar” foram os elementos que mais analisou na noite da final.

Churky, o vencedor da edição do ano anterior, com o novíssimo disco É, e com os próximos concertos marcados para Faro, Sagres e o EDP Cool Jazz, concorda com Bettencourt. “Não é que não notasse isso nos anos anteriores, mas são todos muito bons na edição deste ano. A qualidade é grande”, frisa o jovem compositor, ressalvando que “tem corrido tudo muito bem” desde a vitória, há um ano.

Créditos: Paulo Alexandre Coelho /EDP

Ana Sofia Vinhas, Diretora de Marca da EDP e uma das juradas, explica que o “balanço da edição de 2019 não poderia ser mais positivo”. Os números falam por si. Inscreveram-se na edição de Portugal 324 bandas — o maior número até agora — e cerca de 65 mil pessoas votaram para apurar os finalistas. “Nós assumimo-nos como energia oficial da música. Acreditamos que música é cultura. E cultura é desenvolvimento de uma sociedade. Esta é a nossa forma de dar à sociedade aquilo que esta nos dá a nós. Criar este tipo de projetos é só mais um de muitos passos nesse sentido”, afirma Ana Sofia Vinhas.

Créditos: Paulo Alexandre Coelho /EDP

Para Mariana e Margarida, as duas vencedoras da noite, este também é o primeiro de muitos passos. “Agora, é trabalhar e ensaiar muito para que estejamos no NOS Alive em peso. Somos a banda com menos experiência de palco no concurso e acho que tudo se consegue com trabalho. Acredito muito nisso”, confidencia, entusiasmada, Margarida Adão, que já só pensa no concerto em Algés. Afinal, é ali que remontam muitas boas memórias, em especial o concerto de The Weeknd, de quem é “muito fã”. Já a vocalista, Mariana, prefere não destacar um espetáculo que a tenha marcado neste festival. E fá-lo com razão. “A melhor memória ainda está para criar e será a deste ano”, remata.

Créditos: Paulo Alexandre Coelho /EDP

A noite de 24 de maio é mais uma prova de que, muito mais do que um simples concurso, o EDP Live Bands é, neste momento, a maior plataforma de lançamentos de novas bandas, artistas e projetos musicais emergentes em Portugal. No total, conta com doze edições realizadas nas três geografias onde está presente – seis no nosso País, quatro no Brasil e duas em Espanha, ajudando, anualmente, milhares de bandas a mostrarem ao mundo a sua música e arte.

Créditos: Paulo Alexandre Coelho /EDP