O preço médio do polvo capturado foi em 2018 o mais elevado das últimas duas décadas e as importações quase três vezes superiores às capturas, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE).

O preço médio do polvo no ano passado, de 7,06 euros por quilograma, cresceu a um ritmo médio anual 2,4 vezes superior ao preço médio do total do pescado descarregado, segundo o instituto e, entre as espécies mais vendidas, esse crescimento foi também superior ao da sardinha (4,1 vezes), cavala (13,5 vezes), carapau (3,4 vezes), atum (1,8 vezes) e biqueirão (1,7 vezes).

As estatísticas da pesca no ano passado, esta sexta-feira divulgadas pelo INE, mostram que o polvo é uma das seis espécies mais capturadas nos últimos 20 anos e a que mais receita gera no mercado de primeira venda nos últimos cinco anos.

A frota de pesca nacional capturou no ano passado 6.774 toneladas de polvo, ou 36,2% da quantidade total de moluscos capturados, e 5,3% do volume total de pescado descarregado em portos nacionais.

A receita da venda em lota atingiu em 2018 os 48 milhões de euros, 25% acima da receita gerada em 2017 e 28% superior à faturação média dos últimos 20 anos, segundo o INE, tendo quase um terço dessa receita sido gerada pelos portos do Algarve.

No ano passado foram importadas 19,4 mil toneladas de polvo, no valor de 172,6 milhões de euros, mais de 3,6 vezes o valor obtido com as capturas de polvo em portos nacionais.

“A insuficiência das capturas de polvo é estrutural, verificando-se um crescimento médio de 4,6% das quantidades importadas entre 2013 e 2018, enquanto as capturas em portos nacionais registaram uma variação média negativa de 12,1%”, afirma o instituto.

Os principais países exportadores de polvo para Portugal são Espanha, Marrocos, Mauritânia, México e Tanzânia.