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Acidentes e Desastres

Bombeiro gravemente ferido em acidente em Carrazeda de Ansiães

Um bombeiro de 33 anos ficou gravemente ferido ao ser atingido por uma viatura durante o combate a um incêndio em Carrazeda de Ansiães e está hospitalizado "estável, consciente e orientado".

O ferido foi encaminhado para o Hospital de Vila Real, onde se encontra internado

MIGUEL A. LOPES/EPA

Autor
  • Agência Lusa

Um bombeiro de 33 anos ficou esta segunda-feira gravemente ferido ao ser atingido por uma viatura durante o combate a um incêndio em Carrazeda de Ansiães, no distrito de Bragança.

A vítima, um bombeiro da corporação de Sendim, no concelho de Miranda do Douro, ficou entalada entre o veículo e uma árvore e está hospitalizada “estável, consciente e orientada”, de acordo com informações avançadas à Lusa pelo comando distrital de Operações de Socorro (CDOS).

Segundo o comandante, Noel Afonso, o acidente ocorreu ao início da manhã desta segunda-feira. O veículo que se encontrava parado a apoiar as operações de combate ao incêndio ter-se-á destravado e atingiu o bombeiro com a traseira.

A vítima ficou entre o veículo e uma árvore, apresentando lesões “com alguma gravidade”, de acordo com o comandante do CDOS, nomeadamente um traumatismo torácico e suspeita de traumatismo cranioencefálico.

O ferido foi encaminhado para o Hospital de Vila Real, onde se encontra internado.

O acidente ocorreu no combate ao incêndio florestal que consume mato, desde a tarde de domingo, na zona de Pinhal do Douro, concelho de Carrazeda de Ansiães, no distrito de Bragança.

O fogo está “em resolução” e o combate concentra um número elevado de meios aéreos devido aos difíceis acessos, como indicou à Lusa o segundo comandante do CDOS, Rómulo Pinto.

“Tem zonas inacessíveis a meios terrestres”, afirmou, explicando que o combate no terreno tem sido feito com a ajuda de duas máquinas de rastos, uma do município de Carrazeda de Ansiães e outras dos bombeiros de Torre de Moncorvo, para abrir acessos.

O combate tem sido feito com recurso sobretudo a pessoal apeado, nomeadamente aos sapadores florestais, de acordo ainda com o segundo comandante.

Este incêndio concentrava, às 11h15, 77 operacionais, 27 veículos e três meios aéreos, como informava a página da Autoridade Nacional da Proteção Civil.

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