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Cocaína

Cabo Verde na rota da cocaína, mas autoridades estão empenhadas em travar o tráfico

Cabo Verde "está na rota do trânsito da cocaína", mas Escritório das Nações Unidas contra a Droga e Crime considera que as recentes apreensões demonstram que "é possível travar" este tráfico.

"Globalmente, é possível travar, controlar e tratar. Não é uma luta sem resultados", afirmou Cristina Andrade

LUSA

Autor
  • Agência Lusa

A coordenadora do Escritório das Nações Unidas contra a Droga e Crime em Cabo Verde afirmou esta segunda-feira que o país “está na rota do trânsito da cocaína”, mas que as recentes apreensões demonstram que “é possível travar” este tráfico. Cristina Andrade falava aos jornalistas no final da sessão de abertura da formação sobre identificação de drogas, que decorre na cidade da Praia durante toda a semana e pretende “reforçar a investigação e a cooperação criminal ao longo da rota da cocaína na América Latina, Caribe e África Ocidental”.

A coordenadora do Escritório das Nações Unidas contra a Droga e Crime (ONUDC) em Cabo Verde sublinhou que as autoridades cabo-verdianas têm mostrado “um comprometimento e resultados em termos de drogas que passam pelas fronteiras”.

A este propósito, recordou as recentes apreensões de droga em Cabo Verde, com destaque para as perto de 10 toneladas de cocaína apreendidas no porto da Praia, em fevereiro deste ano, na sequência da qual foram detidos 11 cidadãos russos.

Estas ações revelam que existe “cooperação judiciária internacional, que a convenção das Nações Unidas exige, e que os agentes da Polícia Judiciária estão capazes de poder fazer esse trabalho com as autoridades nacionais”.

O trabalho que se fizer de interdição é um trabalho mundial, é uma contribuição mundial, seja para a Europa, seja a nível da África Ocidental”, afirmou.

E acrescentou: “Globalmente, é possível travar, controlar e tratar. Não é uma luta sem resultados”. A especialista recordou que a cocaína que passa por Cabo Verde é essencialmente proveniente da América Latina e chega por via marítima. Cristina Andrade lamentou que parte da cocaína que passa por Cabo Verde fique localmente, pois “os jovens acabam por consumir, com os riscos que se conhecem para a saúde pública”.

Sabemos que o consumo da cocaína está associado à instabilidade social e à criminalidade urbana e a questão é poder também facilitar o acesso — as autoridades de saúde estão empenhadas nisso — ao tratamento das dependências de qualquer substância psicótica”, referiu.

Manifestando a intenção do ONUDC continuar a ajudar Cabo Verde no combate ao tráfico de droga, a sua coordenadora neste país alertou ainda para os riscos acrescidos da mistura de cocaína com outras substâncias, uma fusão que acontece localmente, que “é um crime grave e uma ameaça à saúde pública”.

Cristina Andrade disse ainda que os traficantes têm inovado a forma como dissimulam a droga, o que é detetado aquando das apreensões, já que o produto é encontrado em todo o tipo de objeto ou alimentos.

A formação que arrancou esta segunda-feira conta com especialistas de Cabo Verde, Brasil e Portugal, os quais irão abordar o quadro legal nacional e internacional, as tendências do mercado ilícito, o reconhecimento e processo de identificação das drogas e o impacto das drogas nas pessoas e na sociedade, o controlo do tráfico ilícito e operações conjuntas de repressão.

Participam na ação 38 formandos da Polícia Nacional que procuram obter maiores conhecimentos sobre o reconhecimento e identificação de diferentes tipos de drogas e o desenvolvimento de habilidades para planear e executar ações de controlo e repressão ao tráfico ilícito de drogas nas suas diversas modalidades.

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