Rádio Observador

Partido Comunista Chinês

Cantor chinês crítico do massacre de Tiananmen desapareceu misteriosamente há três meses

336

A digressão de 23 concertos foi cancelada por "motivos de saúde". Depois, os vídeos, músicas e redes sociais do cantor desapareceram da internet. Ninguém parece saber onde está Li Zhi.

ChineseTunes/Youtube

Li Zhi é um cantor rock chinês, de 40 anos, autor de conhecidos títulos como “A Praça”, “A Primavera de 1990” e “A Deusa”. De acordo com a Associated Press, citada no South China Morning Post, o cantor desapareceu da vista do público há três meses e nem nas redes sociais oficiais é possível ouvi-lo.

O desaparecimento do cantor coincidiu com o aproximar do trigésimo aniversário da data do massacre na Praça de Tiananmen, que o Partido Comunista Chinês quer esquecer. Os títulos de várias músicas mais conhecidas de Li Zhi dizem respeito aos protestos na Praça da Paz Celestial. O cantor tem utilizado ao longo dos anos a sua arte para fazer o contrário daquilo que o PCC pretende: recordar o massacre que teve lugar na noite de 3 para 4 de junho de 1989.

“Agora a Praça é o meu túmulo”, “Tudo é apenas um sonho”, são alguns dos versos que compõem a música “A Praça”, uma das muitas que deixou de ser possível ouvir através dos canais oficiais do cantor na internet. As redes sociais de Li Zhi foram também eliminadas após o cancelamento da digressão, sem qualquer justificação.

A 20 de fevereiro, na conta oficial do artista no Weibo foi publicada uma fotografia do cantor com a sua banda, na frente de um camião, prontos para se fazer à estrada para os concertos que estavam, até então, agendados.

Dois dias depois a publicação foi substituída por outra que dava conta de “problemas de saúde” que impediriam a realização dos concertos. Foram devolvidos 18 mil bilhetes aos fãs.

De acordo com o South China Morning Post o cantor e a agência que o representa não responderam a “repetidos pedidos de entrevista” e continua sem ser claro o que aconteceu ao cantor e qual o seu paradeiro.

A Chinese Human Rights Defenders afirma ainda há mais 13 pessoas que foram “detidas” ou “retiradas das suas casas”, numa ligação ao aniversário dos acontecimentos em Tiananmen.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: rpenela@observador.pt
Brasil

Em nome do Brasil, peço desculpas /premium

Ruth Manus

Não, eu não elegi este governo. Mas o meu país o fez. Parte por acreditar na política do ódio, parte por ignorância, parte por ser vítima das tantas fake news produzidas ao longo do processo eleitoral

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)