Todos os bairros de Nova Iorque estão infetados por uma praga de ratos. E os últimos dados da assistência telefónica de Nova Iorque não deixam dúvidas: o número de queixas cresceu quase 40% no prazo de um ano, chegando a superar as 17.350 chamadas. Filadélfia, Washington, Chicago, Los Angeles e Seattle são outras cidades americanas com o mesmo problema. E os biólogos já avisaram que pelo menos o caso nova-iorquino nunca poderá  ser totalmente erradicado.

O principal motivo desta praga, acreditam os especialistas, está no sistema de recolha de lixo aplicado na cidade, que faz com que este fique durante horas amontoado nas ruas, levando ainda mais os animais a deslocarem-se à superfície.

Os altos preços também ajudam ao propagar da infestação. Quanto mais pessoas decidem, por questões económicas, abandonar o centro da cidade, mais casas ficam ao abandono, proporcionando o crescimento da população de ratos.

O boom de construção é outro fator a ter em conta. O desabamento de prédios antigos tem contribuído para que os roedores voltem à superfície ou saiam desses edifícios devolutos, onde estavam anteriormente abrigados.

Também aqui, as alterações climáticas têm impacto. Os invernos cada vez menos intensos ajudam à sobrevivência da espécie, acelerando a sua reprodução e provocando o seu desenvolvimento (ficam maiores e mais pesados).

Até ao momento, não existem números concretos que revelem a dimensão da população de ratos em Nova Iorque, no entanto, diz-se que pode chegar ao dobro da população humana.

A dimensão do problema já fez com que se criasse uma equipa especial para o combate (o mayor Bill Blasio dedicou 32 milhões do útimo orçamento ao problema), que agora usa gelo seco e fecha as tocas para tentar pôr fim à praga. Foi também ordenada a recolha de lixo com mais frequência e instalados caixotes herméticos nos principais parques. Muitas pessoas juntam-se em ‘milícias’ urbanas que à noite, com cães Terrier, caçam pelo menos 20 ratazanas cada um. Mas nada está a resultar.