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Tinta nos Nervos, uma nova livraria que é uma galeria dedicada ao desenho

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Vai ser inaugura na quinta-feira a livraria Tinta nos Nervos que é também uma galeria dedicada ao desenho e que conjuga uma livraria, uma galeria de arte, um café e espaço para oficinas e lançamentos.

"Não seremos uma editora. Sempre associados às exposições que fazemos, podemos apostar em objetos-livros", disse Pedro Moura

MAFALDA LEITAO/LUSA

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  • Agência Lusa
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O desenho e todos os seus desdobramentos, pela banda desenhada, ilustração ou artes gráficas, será o “centro nevrálgico” da Tinta nos Nervos, uma nova livraria que é também uma galeria, que é inaugurada na quinta-feira, em Lisboa.

Tinta nos Nervos nasce de uma vontade de um grupo de pessoas, ligadas às artes, ao mercado livreiro, à gestão e às artes gráficas, em ter um espaço especializado, dedicado ao desenho, que conjuga uma livraria, uma galeria de arte, um café, espaço para oficinas e lançamentos, contou à Lusa um dos fundadores do projeto, Pedro Moura.

O espaço está localizado na zona de Santos, onde já existem algumas galerias, espaços culturais e o IADE – Faculdade de Design, Tecnologia e Comunicação, mas onde se tem verificado também, diz Pedro Moura, um processo de gentrificação.

“Ainda assim, esperamos receber público variado, educado, com curiosidade intelectual e que procura coisas” para lá do que existe nas livrarias generalistas, explicou.

Na vertente livraria, haverá livros portugueses e estrangeiros sobre desenho, BD, artes gráficas e visuais, livro infantil e juvenil, haverá objetos, brinquedos, assessórios que potenciem a temática do projeto.

Na dimensão de galeria, a Tinta nos Nervos arranca com a exposição coletiva “Fio da Navalha”, com obras do sul-africano William Kentridge e dos artistas portugueses Pedro Proença, Ema Gaspar e José Cardoso, e que ficará patente até ao final de agosto.

Segundo Pedro Moura, estão já planeadas mais exposições individuais de autores estrangeiros e portugueses e, ocasionalmente, serão produzidas edições de tiragem curta, e específicas.

É o caso do livro “Tomai e comei”, que Pedro Proença fez em 2010 para o filho e que tem agora uma edição para a abertura do Tinta nos Nervos e para a exposição “Fio da Navalha”.

“Não seremos uma editora. Sempre associados às exposições que fazemos, podemos apostar em objetos-livros”, disse.

A intenção é que todas as vertentes da Tinta nos Nervos se interliguem e alimentem entre si.

“Isto é um risco no sentido em que é relativamente inédito este tipo de atitude, não preocupado com balizas estéticas [em relação ao desenho]. Conhecemos bem o mundo da edição, as livrarias, conhecemos bem esses negócios e vamos tê-los no mesmo espaço. Pode vir uma família inteira e ter coisas de interesse aqui”, explicou.

Na inauguração, na quinta-feira, será ainda editado o jornal da exposição, e serão projetados filmes feitos recentemente para músicas do grupo Rollana Beat, um projeto antigo do músico e ilustrador André Ruivo, que assina a identidade visual da Tinta nos Nervos.

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