Um antigo enfermeiro alemão acusado da morte de 85 pacientes em dois hospitais no norte da Alemanha foi esta quinta-feira condenado a prisão perpétua. Niels Högel, que já está a cumprir pena por dois assassinatos, administrou doses letais de medicamentos para o coração a pessoas sob os seus cuidados entre 1999 e 2005.

Em outubro do ano passado, o enfermeiro alemão admitiu ter assassinado 100 pacientes em dois hospitais na Alemanha. O enfermeiro admitiu que administrou doses de medicamentos que saberia que seriam fatais para os seus pacientes. O objetivo de provocar overdoses era tentar depois “ressuscitar” os pacientes e, dessa forma, impressionar os colegas. Högel tem sido referido pela imprensa alemã como o maior assassino em série na Alemanha no pós-guerra.

No último dia de julgamento, o enfermeiro de agora 42 anos pediu perdão às famílias das suas vítimas pelos “atos terríveis”, escreve a britânica BBC. “Gostaria de pedir as mais sinceras desculpas por tudo o que fiz ao longo dos anos”. Em tribunal, o juiz Sebastian Buehrmann descreveu a matança de Niels Högel de “incompreensível”.

Högel foi acusado de assassinar 100 pacientes nas cidades alemãs de Delmenhorst e Oldenburg. A polícia acredita que o antigo enfermeiro terá matado muitas mais pessoas, mas a cremação dos corpos inviabilizou a obtenção de provas. O antigo enfermeiro confessou o assassinato de 55 pessoas e o tribunal condenou-o pela morte de 85 pacientes.