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Festival Lisboa Mistura com Akua Naru e África Negra entre sábado e segunda-feira

O Lisboa Mistura, regressa no sábado e vai até segunda-feira na Quinta das Conchas com acesso gratuito. O festival junta músicos do Médio Oriente, da América do Norte e de África.

O festival visa “promover o encontro de pessoas e de comunidades através de um conjunto de espetáculos"

ANDRÉ CARRILHO/OBSERVADOR

Autor
  • Agência Lusa

O festival Lisboa Mistura regressa à capital entre sábado e segunda-feira, desta vez na Quinta das Conchas, com um cartaz que incluí a norte-americana Akua Naru e os são-tomenses África Negra.

De acesso gratuito, o Lisboa Mistura, que “celebra a diversidade que faz parte do ADN da cidade, junta, durante três dias, na Quinta das Conchas, músicos do Médio Oriente, da América do Norte e de África com grupos comunitários, constituídos por pessoas de várias freguesias de Lisboa, de diferentes gerações e proveniências”, lê-se no site da EGEAC (Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural, da Câmara de Lisboa), que promove a iniciativa em conjunto com a Associação Sons da Lusofonia.

O festival arranca no sábado, às 18h00, com a atuação do DJ Ricardo Alves. No mesmo dia atua o projeto Al-Qasar, do produtor franco-americano Thomas Bellier, criado “em homenagem ao movimento musical que nasceu na década de 1970 no Médio Oriente (quando uma nova geração de músicos começou a integrar na música oriental tradicional os novos sons amplificados do Ocidente), misturando a sonoridade do garage rock psicadélico com instrumentos tradicionais do mundo árabe”.

No domingo, pelas 15h00, atua a OPA – Oficina Portátil de Artes, um projeto pedagógico e artístico de raiz intercultural promovido pela Associação Sons da Lusofonia, que tem trabalhado com jovens de várias origens e bairros da Área Metropolitana de Lisboa.

Para o mesmo dia estão marcados um Sunset Mistura com Mãe Dela, às 18:30, e a atuação da ‘rapper’, produtora e ativista norte-americana Akua Naru, que expressa “na sua música e lírica, entre o jazz e a soul, a miríade de experiências das mulheres negras e da cultura negra global”.

Na segunda-feira, o festival começa, às 15h00, com a Festa Intercultural, que “serve para celebrar a diversidade e a cidadania, e quer combater os preconceitos racistas, homofóbicos e nacionalistas que habitam o populismo que espreita à esquina”. Nesta ‘festa’ participam, entre outros, os projetos Índia Mística (Índia), Roksolania (Ucrânia), Finka Pé (Cabo Verde), Alcante Coral Alentejano (Portugal), Academia Musical 1 de junho de 1893 (Portugal) e Auto Astral (Brasil).

Às 18h30 haverá Sunset Mistura com DJ Johnny e o festival encerra com os África Negra, que atuam às 19h30.

Os são-tomenses África Negra editaram em fevereiro “Alia cu Omali”, mais de 20 anos depois da última edição física da ‘histórica’ banda que começou em São Tomé e Príncipe, nos anos 1970.

O álbum marcou o regresso da banda aos discos, depois da última edição ter sido em 1996 com o CD “Madalena Meu Amor”.

A banda já teve várias formações, mas neste disco a formação conta com músicos que estão no conjunto há 30 anos, tirando o baterista, um jovem são-tomense a morar em Lisboa.

Liderada por João Seria, vocalista que se autointitula “general” e usa sempre uma boina militar nos concertos, a banda editou cinco álbuns em vinil em Portugal, entre 1981 e 1990, sendo hoje considerados discos raros e vendidos por preços acima dos 100 euros.

O festival visa “promover o encontro de pessoas e de comunidades através de um conjunto de espetáculos e encontros artísticos que incorporem os vários ritmos e as várias tendências culturais que permitem sentir o pulsar da cidade”.

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