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Ministério da Defesa

Gomes Cravinho quer que Inspeção-Geral da Defesa seja “uma referência” na administração pública

A IGDN é para Gomes Cravinho "um mecanismo fundamental" para identificar problemas na defesa nacional. O ministro da Defesa quer ainda articular a IGDN com ramos das Forças Armadas.

As declarações de João Gomes Cravinho surgiram na tomada de posse do novo inspetor-geral da IGDN, Jorge Seguro Sanches

CARLOS BARROSO/LUSA

O ministro da Defesa Nacional, João Gomes Cravinho, manifestou esta sexta-feira o desejo de a Inspeção-Geral da Defesa Nacional (IGDN) se constituir como “uma referência” entre a administração pública, num “contexto de grande exigência” por parte dos cidadãos.

Exige-se à IGDN que ela continue a aprofundar os processos que as anteriores equipas colocaram em marcha e que, simultaneamente, ela seja uma referência entre os serviços de inspeção da nossa administração pública”, afirmou o ministro.

Esta posição foi assumida por Gomes Cravinho na tomada de posse do novo inspetor-geral da IGDN, Jorge Seguro Sanches, que decorreu no salão nobre do Ministério da Defesa Nacional, em Lisboa. Na cerimónia, o governante considerou que atualmente se vive um contexto de “grande exigência dos cidadãos face à administração pública, perscrutando-a e exigindo uma constante prestação de contas”.

“O caderno de encargos que deixo ao novo inspetor-geral passa, portanto, pela plena utilização dos recursos existentes na Inspeção Geral da Defesa Nacional, nomeadamente os seus recursos humanos, e pela implementação integral da matriz de análise de risco”, salientou o ministro, notando que “a transparência é fundamental para este esforço”.

Na ótica de João Gomes Cravinho, a IGDN é “um mecanismo fundamental para a identificação e superação de lacunas e problemas no funcionamento das diferentes entidades da defesa nacional, servindo em simultâneo como propulsionador e divulgador de boas práticas” e promovendo uma “melhoria contínua do serviço” prestado.

Esta instituição, continuou o responsável, “tem por objetivo central a criação de condições para o progresso contínuo, através do diálogo e da colaboração ativa com as Forças Armadas e as demais entidades da defesa”, e uma das suas obrigações passa por “apontar soluções e disseminar experiências positivas”.

Apontando que “todos os esforços que contribuam para a melhoria de procedimentos e para o reforço da relação de confiança com a administração pública e a instituição militar” merecem o “total apoio” da tutela, o ministro da Defesa defendeu que “a articulação entre a IGDN e os órgãos de controlo interno dos serviços e organismos do Ministério e de inspeção dos ramos das Forças Armadas deve ser uma prioridade neste mandato”.

Seguro Sanches, ex-secretário de Estado da Energia do atual Governo (cargo que deixou em outubro do ano passado), tomou hoje posse para um mandato de cinco anos, renovável por igual período, sucedendo ao general Esperança da Silva, que ocupou o cargo nos últimos dois anos, em regime de substituição.

Licenciado em direito, Jorge Seguro Sanches passou pela Inspeção-geral das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, tendo sido também inspetor na Inspeção-geral das Atividades em Saúde.

Na cerimónia desta sexta-feira, o ministro da Defesa apontou que “a designação definitiva de um inspetor-geral da IGDN, através do procedimento concursal da CReSAP [Comissão de Recrutamento e Seleção para a Administração Pública], como estabelece a lei, representa um momento importante na vida da instituição”, dado que “tem sido um esforço sistemático” do Ministério “evoluir da precariedade de nomeações em regime de substituição para a estabilidade que resulta da designação definitiva através de concurso público, desenvolvido por uma entidade independente, para um mandato de cinco anos”.

João Gomes Cravinho revelou que deu posse a Seguro Sanches com “satisfação redobrada” e que o ex-secretário de Estado “assume as suas novas funções perfeitamente apoiado pela competência que o seu currículo profissional atesta, sendo de destacar como muito relevantes as funções que ao longo dos anos assumiu como inspetor e em serviços de auditoria”.

O ministro deixou ainda uma “palavra de apreço pelo trabalho” do inspetor que deixa o cargo.

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