A Câmara de Oleiros vai receber um apoio financeiro de 10 mil euros para o combate à “vespa asiática”, após uma candidatura ao apoio para deteção e destruição dos ninhos e colónias deste inseto, foi anunciado esta sexta-feira.

“Nos últimos dois anos, a autarquia, através do seu Serviço Municipal de Proteção Civil e Gabinete Técnico Florestal, tem vindo a resolver as situações dos ninhos identificados, pelos seus próprios meios e recursos. No entanto, o surgimento de casos de avistamentos de ninhos tem aumentado significativamente, pelo que se torna fundamental o investimento neste tipo de luta”, explica, em comunicado, este município do distrito de Castelo Branco.

A autarquia apresentou uma candidatura no âmbito do Regulamento do Fundo Florestal Permanente que foi aprovada e que estabelece o montante máximo por beneficiário em 10 mil euros. A vespa asiática é um predador de abelhas e de outros insetos que, ao colocar em risco os recursos apícolas, surge como uma ameaça ao cumprimento pelos espaços florestais da imprescindível função ecológica e, por consequência, agrícola e económica, que é a polinização das plantas.

Segundo a autarquia de Oleiros, este ano já foram destruídos vários ninhos primários na região pelo Serviço Municipal de Proteção Civil e pelo Gabinete Técnico Florestal. Pede ainda a colaboração da população na identificação deste ninhos, através do contacto com o município, ou, ainda, na plataforma online “SOS Vespa”, para posterior validação da informação pelos respetivos serviços.

O Governo está a apoiar com um milhão de euros uma campanha nacional de destruição da vespa velutina, vulgarmente conhecida como vespa asiática, que fica a cargo dos municípios.

Segundo o despacho assinado pelo secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural, o apoio é concedido durante 2019 aos municípios, em regime forfetário (compensação em sede de imposto de IVA aos agricultores), sob a forma de subsídio não reembolsável.

O valor do apoio financeiro a atribuir por candidatura é de 10 mil euros, podendo ocorrer uma atualização do valor do apoio por motivo de “deficiente previsão ou aumento inesperado de ocorrências”, desde que exista disponibilidade de verba para o efeito, refere o documento.