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Dinossauros

O maior fóssil de Elasmossauro de sempre levou décadas a ser escavado. Tem 12 metros e foi encontrado em 1989

O fóssil foi descoberto em 1989 e as escavações duraram vários anos. O animal tinha 12 metros e terá pesado quase 15 toneladas. Viveu ao largo de uma ilha remota da Antárctida.

Ilustração do aspeto do animal

De Agostini via Getty Images

A Antártida escondeu durante milhares de milhões de anos um segredo no fundo de uma pequena ilha. Agora, os cientistas desenterraram-no. Trata-se da descoberta do Elasmossauro mais pesado de sempre. O réptil aquático, que navegou nos oceanos de um planeta dominado por dinossauros, terá pesado em vida até 15 toneladas. Este é um dos mais completos fósseis antigos de répteis encontrados na Antártida, noticia a National Geographic.

O fóssil do período Cretáceo foi na verdade descoberto há vários anos, em 1989. William Zinsmeister, da universidade norte-americana de Purdue, descobriu o fóssil na Ilha Seymour durante uma expedição. Contudo, não tinha na época os recursos necessários para escavar e informou investigadores argentinos da descoberta.

O Argentina Antarctic Institute envolveu-se nas escavações durante expedições anuais realizadas no verão. Contudo, o réptil gigante teve de esperar vários anos para ver a luz do dia, devido a condições atmosféricas que dificultaram os trabalhos. Ao longo dos anos, a escavação só pôde ser realizada durante algumas semanas de janeiro e fevereiro. Os trabalhos tiveram mesmo de ser interrompidos em vários anos devido à falta de recursos e logística.

José O’Gorman tinha apenas cinco anos quando o fóssil foi descoberto. Em 2012, o paleontólogo fez a sua primeira visita ao local e foi um dos responsáveis pela escavação.

A meteorologia foi um dos problemas. O tempo controla tudo. Um dia podíamos trabalhar, e no outro não porque havia uma tempestade de neve”, explicou o argentino.

O processo para recuperar o animal foi longo e delicado: todos os dias, a equipa de cientistas tinha de esperar que o sol derretesse o gelo que envolvia os ossos encontrados. Depois, cada peça recolhida tinha de ir de helicóptero para a base Argentine Marambio, a vários quilómetros de distância.

A escavação do réptil gigante, que pertence à categoria dos Aristonectes, terminou finalmente em 2017 e foi agora publicado um estudo sobre o animal. Apesar de a equipa não ter conseguido recuperar o crânio do animal, grande parte do esqueleto foi desenterrado.

A equipa estima que o animal pesava entre 11.8 e 14.8 toneladas e que tinha um comprimento de 12 metros. Outros Elasmossauros descobertos até agora apresentavam apenas cerca de cinco toneladas.

Devido ao tamanho reduzido dos dentes, a equipa está convencida de que o animal se alimentava de pequenos peixes e crustáceos. Mas sem a existência de alimentos fossilizados no estômago será impossível determinar a dieta da espécie.

Os ossos do mais pesado Elasmossauro de sempre encontrado estão agora expostos num museu. O’Gorman diz ainda que pode ser feita muito mais pesquisa em torno desta espécie e relembra a aventura que foi recuperar o animal.

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