Cultura

Ministra da Cultura de Portugal visita a China

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Visita oficial de três dias começa este domingo em Pequim, no âmbito do Festival de Cultura Portuguesa na China. Programa incluiu cerimónia para assinalar o Dia de Portugal.

Paulo Cunha/LUSA

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  • Agência Lusa
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A ministra da Cultura de Portugal, Graça Fonseca, chega este domingo a Pequim, para uma visita oficial que se estenderá até quarta-feira, no âmbito do Festival de Cultura Portuguesa na China, anunciou o Ministério da Cultura.

O programa oficial de Graça Fonseca terá início da segunda-feira, dia 10, e vai decorrer até quarta-feira, 12 de junho.

Na segunda-feira, de acordo com o programa, a ministra presidirá a cerimónia do Dia de Portugal, no Beijing Concert Hall, “onde serão ouvidos o Hino Nacional e o Hino da República Popular da China”.

No programa das comemorações estão previstas as exibições de filmes sobre Portugal e sobre o Festival de Cultura Portuguesa na China, e a cerimónia encerrará com o concerto da Orquestra Sinfónica Nacional da China, dirigido pela maestrina Joana Carneiro, e com atuação da soprano Elisabete Matos”, lê-se no comunicado do Ministério da Cultura.

Ainda na segunda-feira, Graça Fonseca irá inaugurar a exposição “Histórias da Torre do Tombo/Chapas Sínicas”, na Biblioteca Nacional de Pequim.

O conjunto das Chapas Sínicas, recorda a tutela, é “um dos mais importantes documentos do Arquivo Nacional da Torre do Tombo, em Lisboa”.

Classificadas como “Memória do Mundo” da UNESCO, em 2017, no âmbito de uma candidatura conjunta de Portugal e da Republica Popular da China, as “Chapas Sínicas” reúnem registos oficiais de Macau durante a Dinastia Qing (1693-1886).

A candidatura conjunta foi promovida pelo Arquivo Nacional da Torre do Tombo de Portugal com o Arquivo de Macau, e permitiu a inscrição dos documentos na “Memória do Mundo” a nível regional, Ásia-Pacífico, e no Registo Internacional da “Memória do Mundo”, da UNESCO.

Na terça-feira, a ministra irá reunir-se, no Museu do Palácio Imperial, com o homólogo chinês, o ministro da Cultura e do Turismo da República Popular da China, Luo Shugang.

Mais tarde, no mesmo local, estará presente na inauguração da exposição “A Evolução do Azulejo em Portugal dos séculos XVI ao XX”.

Ao final da tarde de terça-feira, Graça Fonseca assistirá ao espetáculo “Quinze Bailarinos e Tempo Incerto”, da Companhia Nacional de Bailado (CNB), no Teatro Tiangiao.

No último dia da visita oficial, na quarta-feira, a governante fará a intervenção de abertura do II Fórum Literário Portugal-China, no Museu Nacional da Literatura Moderna Chinesa, no qual participam os escritores portugueses Isabela Figueiredo, Bruno Vieira Amaral e José Luís Peixoto.

Nessa ocasião, Graça Fonseca “pretende destacar iniciativas de promoção internacional da literatura em língua portuguesa, nomeadamente os apoios à tradução, mas também o ‘Catálogo Gram Bem Querer’ que o Ministério da Cultura, em cooperação com outras entidades, vai conceber, editar, publicar e divulgar, como uma grande mostra de literatura em língua portuguesa”.

Depois de uma primeira edição em Lisboa, em junho de 2017, o Fórum Literário vai cruzar os três autores portugueses com os chineses Lu Min, Liu Zhenyun e Xu Zechen, numa conversa que será moderada por outro escritor, Qiu Huadong, de acordo com a informação já divulgada pela Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas.

José Luís Peixoto participou igualmente na primeira edição, então ao lado de Gonçalo M. Tavares e Dulce Maria Cardoso.

À margem do II Fórum Literário Portugal-China, a ministra tem agendado um encontro com a presidente da Associação de Escritores da China, Tie Ning.

Ainda na quarta-feira, Graça Fonseca irá realizar uma visita ao Distrito Artístico 798, e assistirá à entrega dos Prémios Tomás Pereira, que distinguem os melhores alunos de Língua Portuguesa, em universidades chinesas.

Este ano, Portugal e China assinalam os 40 anos das relações diplomáticas e os 20 anos da retrocessão de Macau.

“Na lógica de intercâmbio destas comemorações”, este ano irá realizar-se também, em Portugal, o Festival da Cultura Chinesa.

O Festival de Cultura Portuguesa na China inclui a realização, ao longo do ano, de “diversos eventos culturais em domínios tão variados como a música clássica, o fado, o teatro, as artes plásticas, a dança contemporânea, o canto lírico, o cinema e a tradução de obras literárias portuguesas para mandarim”.

Inaugurado em março, na Cidade Proibida, em Pequim, com o guitarrista português Pedro Jóia, e Duan Chao, virtuosa de huqin, o Festival de Cultura Portuguesa na China

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