Já todos ouvimos falar dos airbags, da forma como funcionam e do papel que desempenham na protecção dos ocupantes de veículos modernos. Não substituem os cintos de segurança e muito menos as estruturas deformáveis a que os veículos recorrem, factores que se assumem como a primeira linha de defesa em relação aos ferimentos, mas desempenham um papel fundamental para minimizar os dados a quem viaja a bordo.

Pegando no mesmo conceito dos airbags – um saco de ar robusto que se enche muito rapidamente com recurso a uma combustão muito rápida –, a ZF concebeu um airbag diferente. Ao contrário de todos os outros, destinados a serem utilizados dentro do veículo, o da ZF serve para montar lá fora. Assim é uma espécie de pré-embate, para reduzir os danos, bem como a desaceleração (ou seja, o esforço) a que os ocupantes vão estar sujeitos.

O airbag exterior ainda está numa fase de testes, desconhecendo-se quando surgirá montado num veículo produzido em série. Afirma a ZF que o airbag que promete transformar os automóveis numa coisa fofinha, onde “quase” apetece bater, vai ser entre cinco e oito vezes maior do que os airbags montados no interior. Mas vai continuar a encher de forma extremamente rápida, estando pronto em apenas 150 milissegundos.

Para a ZF, os embates laterais são um problema grave e complicado de ultrapassar, pois a ausência de espaço para absorver energia, especialmente quando comparado com a zona frontal, leva a que condutor e passageiros estejam mais vulneráveis em embates ao nível das portas.

Com o novo airbag exterior, a ZF estima que os danos em quem vai a bordo sejam reduzidos em cerca de 40%. E as reparações dos veículos também agradecem, pois quanto menos energia cinética o chassi tenha de absorver, menos se deforma e menos dispendiosa será a sua reparação.