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Eletricidade

Fornecedores de energia querem lista negra de clientes devedores que saltam de contrato em contrato

O fenómeno afeta mais as empresas de menor dimensão, mas "estes turistas energéticos rodam todos", explica o presidente da Associação de Comercializadores. Questões legais dificultam criação de lista.

Os "turistas energéticos" são clientes que trocam constantemente de fornecedor de energia, deixando um rasto de dívidas que acabam por prescrever.

AFP/Getty Images

Chamam-se “turistas energéticos” e são clientes que trocam constantemente de fornecedor de energia, deixando um rasto de dívidas que, ao fim de seis meses, acabam por prescrever. Para acabar com este fenómeno, a Associação de Comercializadores de Energia no Mercado Liberalizado (ACEMEL) vai propor à Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) a criação de uma lista negra de devedores, que na maior parte das vezes são domésticos, avança o Jornal de Notícias.

Segundo Ricardo Nunes, presidente da ACEMEL, o problema afeta mais as empresas de menor dimensão. A Luzigás, a Logica Energy e a Rolear Viva foram algumas das associadas que chamaram a atenção para este fenómeno. Mas, avisa o líder da ACEMEL, “estes turistas energéticos rodam todos”.

No entanto, a tarefa de criar uma lista negra não é fácil, uma vez que existem “dificuldades legais para controlar este fenómeno”. A isto acrescenta-se o Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados (RGPD) que “torna quase impossível a criação de listas negras de devedores”. Segundo o líder da ACEMEL, a solução apresentada passa pela criação de, pelo menos, um sistema de comunicação entre empresas para troca de informação.

Em entrevista ao JN/Dinheiro Vivo, Ricardo Nunes referiu, ainda, que acredita que o próprio mercado vai fazer aumentar a concorrência entre comercializadores e, por isso, prevê também um movimento de concentração, verticalização e aquisições no mercado de energia. “São demasiados players para os consumidores decidirem qual a melhor opção em termos de preços e ofertas. Vamos ter menos empresas, que vão estar presentes nas diferentes áreas da cadeia de valor”, acrescentou.

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