Rádio Observador

Índia

Índia. Menino de dois anos morre depois de ficar preso em poço durante cinco dias

Fatehvir Singh estava a brincar num campo perto de sua casa quando caiu dentro de um poço de 23 centímetros de diâmetro e 33 metros de profundidade. População critica atraso das equipas de socorro.

Ao longo dos dias, Fatehvir Singh foi tendo acesso a um tubo de oxigénio, mas não conseguia nem comer nem beber

O caso é em tudo muito semelhante ao que aconteceu com Julen Jimenez em Málaga: Fatehvir Singh, um menino de dois anos, que caiu num poço há cinco dias na Índia, foi encontrado morto esta terça-feira, confirmaram as autoridades locais, citadas pelo La Vanguardia. Ao longo dos dias, a população realizou várias manifestações naquele local com o objetivo de denunciar o atraso na chegada dos meios de socorro.

Na passada quinta-feira, Fatehvir estava a brincar num campo perto de sua casa no distrito de Sangrur, na Índia, quando caiu dentro de um poço de 23 centímetros de diâmetro e 33 metros de profundidade. O buraco tinha sido escavado pela sua família para permitir a irrigação dos seus campos, mas estava inutilizado desde 1991. Ainda não se sabe, no entanto, o que aconteceu ao certo para a criança cair dentro do poço, uma vez que este estaria tapado com um saco de areia.

Vijay Inder Singla, representante eleito da Assembleia Legislativa de Punjab, disse à Agência France-Presse que “o menino já não está vivo, foi levado às cinco da manhã” para a cidade de Chandigargh através de um helicóptero. Ao longo dos dias, Fatehvir Singh foi tendo acesso a um tubo de oxigénio, mas não conseguia nem comer nem beber. Quando chegou ao hospital, foi declarado morto.

Um dos socorristas, citado pelo IndiaToday, explicou que a profundidade do buraco paralelo que a equipa escavou para resgatar a criança era maior do que o nível onde Fatehvir estava preso e que isso levou a um atraso nos trabalhos de resgate. No local esteve uma equipa de resposta a desastres nacionais, a polícia, a proteção civil, moradores e voluntários.

A população, no entanto, critica o atraso das operações de resgate devido à “falta de assistência técnica”, explicou Kultar Singh, um habitante daquela localidade. Segundo os populares, as equipas de resgate não tinham profissionais e tecnologia necessária para lidar com uma situação como esta. Por sua vez, o diretor executivo de Punjab, Amarinder Singh, ordenou que fossem tomadas medidas contra todos os poços abertos em todo o Estado.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: cpeixoto@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)