Utah, nos Estados Unidos da América, foi o local escolhido pela Mercedes para revelar a versão definitiva do mais recente membro da sua família SUV. O novo GLB foi ontem apresentado e viu revelados os seus dados oficiais, sem haver lugar para grandes surpresas.

No capítulo da estética, confirma-se o esperado: a Mercedes preferiu seguir a fórmula tão bem aceite do protótipo apresentado em Xangai, procedendo mais a ajustes de pormenor do que a substanciais alterações. E isso saúda-se pois, com tantos SUV na sua gama – um em cada três Mercedes é um SUV –, é sempre bom distingui-los sem precisar de ir buscar a fita métrica. E o novo GLB diferencia-se bem, de certa forma importando para um formato mais contido as linhas dos todo-o-terreno clássicos, de que o Classe G é uma referência obrigatória.

GLA GLB GLC
Comprimento 4424 mm 4634 mm 4656 mm
Largura 1804 mm 1834 mm 1890 mm
Altura 1494 mm 1658 mm 1644 mm
Distância entre eixos 2699 mm 2829 mm 2873 mm
Bagageira (2 filas de bancos) 421 litros 560 litros 550 litros
Bagageira (1 fila de bancos) 1235 litros 1755 litros 1600 litros

Mas não é apenas pela imagem que o novo GLB sobressai pela positiva. Em termos de dimensões, pouco “perde” para o GLC (do segmento acima): 2,2 cm no comprimento; 5,6 cm na largura e 4,4 cm na distância entre eixos. Porém, é 1,4 cm mais alto que o “mano” maior, o que trará benefícios em matéria de conforto, nomeadamente para os viajantes de estatura mais elevada. Mas o melhor (mesmo) é a funcionalidade e a versatilidade que o crossover alemão persegue. E alcança. Desde logo, comparando com o GLC, pois quando disponibiliza só cinco lugares, o GLB destaca-se por oferecer uma mala maior: são 560 litros contra 550 litros, sendo que com apenas uma fila de bancos disponível a volumetria do ‘pequeno’ continua a ser maior (1755 litros versus 1600 litros). Ora, se este argumento pesa para as famílias que não gostam de grandes limitações na hora de arrumar as compras ou as “tralhas” da criançada, outro dos trunfos do GLB é a sua capacidade de transportar mais dois elementos – opcional que, na gama da Mercedes, só o GLE disponibiliza.

8 fotos

Posicionando-se entre o GLA e o GLC, o novo GLB não se limita a herdar as bases dos compactos da casa. Além de se montar sobre a plataforma MFA II, recorre ao mesmo banco de órgãos, em termos de motores e de tecnologias. E até em termos estilísticos, com o interior a remeter de imediato para o habitáculo do Classe A ou do Classe B.

Sob o capot, há duas alternativas a gasolina e outras tantas a gasóleo, todos elas blocos de quatro cilindros e acoplados exclusivamente a uma transmissão automática, de sete ou oito velocidades. Opcionalmente, é possível usufruir de tracção integral, com o sistema 4 MATIC a poder ser combinado com as motorizações mais expeditas.

23 fotos

A versão de entrada é representada pelo GLB 200 (163 cv e 250 Nm de binário máximo), com caixa de sete relações, que anuncia 9,1 segundos de 0 a 100 km/h, para depois parar nos 207 km/h. Já a versão diesel mais acessível do novo crossover germânico fica entregue ao GLB 200D, que debita 150 cv e 320 Nm. Associado à transmissão 8G-DCT, passa pelos 100 km/h ao fim de 9 segundos e tem a velocidade máxima apontada aos 204 km/h. Face ao gasolina, reclama cerca de menos 1 litro a cada 100 km (consumo médio de 5 litros contra 6,1 do GLB 200), o que se reflecte naturalmente em emissões mais baixas.

 GLB 200  GLB 250 4MATIC  GLB 200D  GLB 200D 4MATIC GLB 220D 4MATIC
Caixa 7G-DCT 8G-DCT 8G-DCT 8G-DCT 8G-DCT
Cilindrada (cc) 1332 1991 1951 1951 1951
Potência (cv) 163 224 150 150 190
Binário máximo (Nm) 250 350 320 320 400
0-100 km/h 9,1 seg 6,9 seg 9,0 seg 9,3 seg 7,6 seg
Velocidade máxima (km/h) 207 236 204 201 217
Consumo médio (l/100 km) 6,2-6,0 7,4-7,2 5,0-4,9 5,5-5,2 5,5-5,2
Emissões de CO2 (g/km) 142-137 169-165 133-129 144-136 146-138

O GLB ainda não tem preços definidos para o mercado português, onde é esperado no final de 2019. No lançamento, será proposto com os diesel 180d e 200d, a que junta o 1.4 a gasolina (200).

Informação actualizada às 09h32 de 12/06, com a introdução das motorizações previstas para Portugal.