O vírus ébola causou mais 44 mortos na República Democrática do Congo (RD Congo) no espaço de uma semana, segundo o mais recente balanço do Ministério da Saúde congolês sobre a epidemia, que alastra desde agosto de 2018.

No balanço anterior, divulgado a 3 de junho, o total de vítimas mortais pelo ébola cifrava-se em 1.346, número que aumentou para 1.390, de acordo com o último comunicado governamental.

Desde o início da epidemia, declarada em agosto de 2018 na RD Congo, o número de infetados é de 2.062, dos quais 1.968 confirmados em laboratório, 94 casos prováveis. Há 569 pessoas que já foram curadas.

De acordo com o Ministério da Saúde, existem 280 casos suspeitos sob investigação e seis novos casos confirmados em várias localidades da província de Kivu Norte e Ituri: três em Mabalako, um em Beni, um em Musienene e outro em Mandima. A epidemia de ébola assola as províncias de Kivu Norte e Ituri, no nordeste da RDCongo.

A organização Médicos Sem Fronteiras (MSF), citada pela agência EFE, alertou no dia 30 de maio que o número de casos poderá ser muito superior aos números oficiais. “O número real de casos de ébola pode ser muito maior do que os anunciados, porque os casos da comunidade não são reportados por falta de acesso de equipas de resposta”, explicaram fontes daquela organização humanitária à EFE.

Além disso, 113 profissionais de saúde foram infetados com o vírus do ébola, dos quais 37 morreram, de acordo com o Ministério da Saúde da RD Congo.

Segundo o Ministério da Saúde, até ao dia 9 de junho foram vacinadas 131.860 pessoas e atendidas 64.841.584 pessoas nos centros de tratamento.

A RD Congo já foi atingida nove vezes pelo ébola, depois da primeira manifestação do vírus no país africano, em 1976.