Na segunda-feira, o Palácio de Buckingham recebeu um banquete estadual no âmbito da visita oficial de Trump ao Reino Unido. Como é costume, Isabel II compareceu com uma tiara que se destacou não apenas pelas características estéticas mas porque, segundo garantem os seguidores da família real, o acessório é um “símbolo de proteção contra doenças e contra o diabo”.

Os internautas não deixaram passar a oportunidade e, com humor, lembraram que provavelmente a rainha poderá não ter feito apenas uma escolha estética e inocente, enviando indiretamente uma mensagem a Trump.

Tudo se resume à história que envolve o acessório de diamantes e rubis escolhido, como relata o El País: A “Burmese Ruby and Diamond Tiara”, como é chamada, contem partes de uma tiara que foi dada à rainha em 1947, na época do seu casamento, complementada com 96 rubis que a Birmâna ofereceu a Isabel II nos anos 70. Tudo foi agrupado numa única jóia em 1977 pela Garrard, joalheria histórica britânica.

Num comunicado de imprensa divulgado há alguns anos, a joalheria explicava o simbolismo da peça, referindo que os 96 rubis “protegem da doença e do mal: neste caso, protegem a pessoa que os utiliza dos 96 males que podem afetar os seres humanos”.

Os internautas começaram a suspeitar, assim, que a escolha da rainha Isabel II possa ir ao encontro desse simbolismo, servindo-se do acessórios para uma proteção de potenciais males que Donald Trump poderia carregar. Defendem ainda que a rainha tenha cerca de 41 tiaras e que utiliza cada uma delas não apenas por questões estéticas mas porque conhece o simbolismo associado a cada uma.

O caso gerou discussão, com vários fãs da casa real britânica a defender que a rainha poderia ter escolhido a tiara apenas para conseguir conjugar o azul e branco do seu vestido com o vermelho, utilizando assim todas as tonalidades da bandeira americana.

Não é a primeira vez que os acessórios escolhidos pela rainha britânica geram discussão: No verão de 2018, por exemplo, os palpites surgiram quando Isabel II utilizou uma pregadeira verde, que lhe tinha sido oferecida por Barack Obama, num encontro com Donald Trump.