Cinema

Steven Spielberg está a escrever uma série de terror que só pode ser vista à noite num novo serviço de streaming: o Quibi

Vai chamar-se "After Dark", terá entre 10 a 12 episódios disponíveis entre a meia noite e o nascer do sol. Vai passar no Quibi, plataforma de vídeos até 10 minutos para dispositivos móveis.

Pascal Le Segretain/Getty Images

Steven Spielberg queria escrever uma história de terror “super assustadora” e foi por isso que apresentou a sua ideia ao amigo Jeffrey Katzenberg, o mesmo com quem partilha a produtora Dreamworks (criada por ambos e por David Geffen). Foi este último que fez a revelação durante o fim de semana: “É ele próprio que está a escrever os episódios e ele já não escrevia nada há muito, por isso é fantástico que esteja a fazer isto”.

Katzenberg falou durante o Bannf World Media Festival, evento que aconteceu no Canadá. A produção tem por título “After Dark”, terá entre 10 a 12 episódios, como noticiado pela Rolling Stone e pela Variety, e vai estar disponível numa nova plataforma de vídeo. Chama-se Quibi (abreviatura de Quick Bites) e deverá estar operacional em 2020. O Quibi será um serviço de streaming de vídeo direcionado para plataformas móveis e foi criado pelo mesmo Jeffrey Katzenberg (que já fez parte da equipa executiva da Disney) e por Meg Whitman, que em tempos foi CEO da HP.

Mas há mais: Spielberg que tornar esta sua nova ideia realmente assustadora e por isso exigiu que “After Dark” só possa ser vista à noite. Para isso, os engenheiros do Quibi terão de desenvolver um software que associe a série às horas do dia, para que apenas funcione entre a meia noite e a manhã seguinte. Haverá um cronómetro a fazer a contagem decrescente todos os dias até à hora a que a série está acessível. O mesmo cronómetro volta a entrar em funcionamento assim que nasce o sol.

O Quibi deverá estar a funcionar em Abril do próximo ano. As mais recentes notícias dão como certo um investimento que ronda os mil milhões de dólares e “After Dark” será apenas um dos conteúdos disponíveis na altura do lançamento (que numa primeira fase deverá acontecer apenas nos EUA). A Rolling Stone fala em “oito títulos ‘super premium'”, que serão as apostas principais do serviço, e mais 26 que os responsáveis descrevem como produções “lighthouse”, ou seja, de “prestígio”. À Variety, Katezenberg disse que o Quibi terá títulos tão importantes como “House of Cards” foi para a Netflix ou “Handmaid’s Tale” para a Hulu.

Mas o Quibi quer fazer isto com conteúdos de curta duração, que nunca terão mais do que dez minutos, feitos especificamente para serem vistos em movimento, num smartphone, por exemplo. Daí o nome, “Quick Bites”, que poderá ser traduzido de forma rápida como “dentadas pequenas”. Sobre preços, o Quibi terá duas opções: 4,99 dólares com anúncios antes de cada conteúdo ou 7,99 sem anúncios.

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