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Aveiro

Associação quer segurança para ciclistas da Universidade à Estação de Aveiro

A Associação para a Mobilidade Urbana em Bicicleta (MUBI) pede que sejam garantidas as condições de segurança em todo o percurso ciclável entre a Estação de Comboios.

PAULO NOVAIS/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

A Associação para a Mobilidade Urbana em Bicicleta (MUBI) alertou esta quinta-feira para a necessidade de serem garantidas as condições de segurança em todo o percurso ciclável entre a Estação de Comboios e a Universidade de Aveiro.

Em comunicado, aquela associação reitera a sua discordância em relação ao trajeto escolhido pela autarquia, mas considera que “é agora fundamental que a intervenção garanta a segurança dos utilizadores vulneráveis, em especial nas intersecções com o espaço rodoviário e locais de coabitação com maior intensidade de tráfego motorizado”.

“É de particular importância o adequado tratamento das rotundas do ISCA e da Avenida Congresso Oposição Democrática, do cruzamento com a Avenida Mário Sacramento e da Rua da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Aveiro”, sublinha.

No dia 6 a Câmara de Aveiro adjudicou, por cerca de meio milhão de euros, a construção do trajeto ciclável entre a Universidade e a Estação da CP, uma via com 2,4 quilómetros que passará junto ao Centro de Congressos de Aveiro e vai renovar vários arruamentos em toda a cidade.

Entre as principais medidas destaca-se “a construção de duas faixas cicláveis em grande parte dos arruamentos intervencionados, a criação de vias banalizadas que permitem a partilha da faixa de rodagem entre as bicicletas e os automóveis e a criação de pista cicláveis segregadas da via automóvel em alguns troços do percurso”.

A MUBI considera que, uma vez decidido o trajeto, “impõe-se que em todo o percurso ciclável, e com especial atenção nos pontos mais críticos, sejam implementadas medidas físicas de redução efetiva de velocidade dos veículos motorizados”.

“As velocidades atualmente praticadas na rotunda da Avenida dos Congressos da Oposição Democrática, induzidas pelo próprio desenho da infraestrutura, não se coadunam com o atravessamento de um trajeto ciclável” pelo que a Mubi Aveiro recomenda que essa rotunda “passe a ter uma única via de circulação, com forma mais compacta e circular e menos elíptica, saídas da rotunda com uma via de trânsito e entradas em sentido radial e não tangencial, induzindo velocidades mais moderadas e tornando-a mais adequada ao meio urbano”.

No cruzamento com a Av. Mário Sacramento, a Mubi Aveiro sugere o limite de velocidade de 20 quilómetros/hora, “com elevação de todo o cruzamento e aplicação de piso rugoso, e semaforização com precedência aos velocípedes relativamente ao tráfego motorizado”.

No comunicado, a Mubi Aveiro recomenda que a autarquia “passe a ter, a par de uma estratégia integrada e abrangente para a mobilidade ativa e sustentável, uma abordagem sistematizada à redução do risco rodoviário para os utilizadores vulneráveis”.

Aquela associação quer também que sejam tornados públicos “os elementos de monitorização e diagnóstico das ações, medidas e ações de mitigação da sinistralidade rodoviária constantes do Plano Municipal de Segurança Rodoviária, aprovado pelo executivo camarário há quase dois anos”.

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