A cidade polaca de Gdansk foi distinguida esta quinta-feira, em Oviedo, Espanha, com o Prémio Princesa das Astúrias da Concórdia 2019, por ser um “exemplo de sensibilidade ao sofrimento, solidariedade, defesa das liberdades e direitos humanos e extraordinária generosidade”.

O júri do prémio sublinha o papel da capital da região polaca da Pomerânia, ao longo da história, marcada pela sua posição estratégica na costa do Mar Báltico, tendo pertencido a “várias entidades e estados” e que se converteu numa “Cidade Livre” sob os auspícios da Liga das Nações através do Tratado de Versalhes assinado a seguir à Primeira Guerra Mundial.

O jurado destaca ainda que Gdansk se converteu ao longo dos anos em símbolo de resistência contra o nazismo e da luta pela recuperação das liberdades na Europa.

Considerada uma cidade “aberta e generosa”, Gdansk destacou-se desde a restauração da democracia na Polónia há trinta anos pelo seu “dinamismo económico, abertura, coesão cidadã e caráter tolerante, especialmente através de programas dedicados à integração da imigração e da defesa do coletivo LGBT”, considera o júri.

O Prémio Princesa das Astúrias da Concórdia foi concedido, em anos anteriores, a personalidades ou entidades como a União Europeia (2017), Aldeias de Crianças SOS (2016), os heróis de Fukushima (2011), UNICEF (2006), Adolfo Suárez (1996) e rei Hussein da Jordânia (1995), entre outros.

Este é o oitavo galardão que a fundação espanhola já anunciou este ano, depois de ter concedido ao encenador britânico Peter Brook o prémio das Artes, ao Museu do Prado o da Comunicação e Humanidades, à Academia Khan o da Cooperação Internacional, à ex-esquiadora norte-americana Lindsey Vonn o prémio dos Desportos, à escritora norte-americana Siri Hustvedt o das Letras, ao sociólogo norte-americano de origem cubana Alejandro Portes o das Ciências Sociais e à norte-americana Joanne Chory e à argentina Sandra Myrna Díaz o da Investigação Científica e Técnica.

Cada premiado recebe uma escultura do pintor e escultor espanhol Joan Miró — símbolo que representa o galardão -, 50.000 euros, um diploma e uma insígnia entregues numa cerimónia solene presidida pelo rei de Espanha, Felipe VI, que terá lugar em outubro no teatro Campoamor, em Oviedo.

Os Prémios Princesa das Astúrias distinguem o “trabalho científico, técnico, cultural, social e humanitário” realizado por pessoas ou instituições a nível internacional.