A estratégia da Renault para a segunda geração do Zoe vai ser similar à que adoptou com o Clio, pois a grande aceitação de que o modelo goza leva os franceses a adoptar a regra de “em equipa que ganha não se mexe”. E o utilitário francês é não só o eléctrico mais vendido na Europa, como o veículo da marca que mais satisfaz os seus utilizadores.

A revelação do novo Zoe não deve tardar, mas isso não impediu que a primeira imagem do eléctrico “caísse” na Internet. À primeira vista, as semelhanças com o veículo actual são flagrantes, com aliás se esperava, com destaque para a assinatura luminosa ter passado dos pára-choques – que passam a incluir novos faróis de nevoeiro – para o faróis, curiosamente com uma solução distinta da utilizada pelo novo Clio.

A única entrada de ar está localizada na zona inferior do pára-choques, como acontecia anteriormente, mas é maior e apresenta um desenho distinto. Maior parece ser igualmente o símbolo ao centro da grelha, o que se compreende uma vez que a anterior Type 2 é substituída pela mais volumosa CCS Combo, que lhe vai permitir recarregar a 100 kW.

À semelhança do que aconteceu com a nova geração do Clio, também o Zoe deverá evoluir consideravelmente ao nível do interior, se não em design, pelo menos em conteúdo, pois vai integrar vários dispositivos de ajuda à condução que até aqui não estavam disponíveis.

Mas as novidades mais ‘sumarentas’ do novo Zoe são as que não são visíveis. A começar pela plataforma, que é nova e especificamente concebida para veículos eléctricos, que será posteriormente cedida à Nissan e à Mitsubishi, ou até mesmo à FCA, caso a fusão avance. A capacidade da bateria deverá aumentar, de 41 para 50 kWh, o mesmo acontecendo com a potência do motor (espera-se que de 90 e 110 cv para 135 cv). Mas o incremento mais antecipado tem a ver com a autonomia, que se espera que suba de 300 para muito próximo de 400 km. Resta aguardar pelos próximos dias para ver até que ponto tudo isto se confirma.