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Évora propõe festival com música, dança e performance “Lá Fora”

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Espetáculos de música, dança e arte performativa vão "encher" os espaços mais emblemáticos da Fundação Eugénio de Almeida e da cidade de Évora, até domingo, durante o Festival Lá Fora.

NUNO VEIGA/LUSA

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  • Agência Lusa

Espetáculos de música, dança e arte performativa vão “encher” os espaços mais emblemáticos da Fundação Eugénio de Almeida e da cidade de Évora, a partir desta quinta-feira e até domingo, durante o Festival Lá Fora.

O Lá Fora — Festival Internacional de Artes Performativas, que vai na 6.ª edição, é promovido pela Fundação Eugénio de Almeida (FEA) e apresenta este ano “um formato renovado, com uma programação recheada de desafios”.

O certame “é o ponto de encontro anual entre a arte e os diversos públicos que percorrem e vivem a cidade”, destacou a FEA.

O cartaz desta 6.ª edição é preenchido por “um conjunto de propostas onde música, performance e animação se cruzam com os espaços emblemáticos da FEA e da cidade”, proporcionando “quatro dias de intensa programação que convidam a circular, partilhar e participar”.

A abertura do evento está agendada para as 21:30 desta quinta-feira, no Páteo de São Miguel, com um concerto dos Bluish, projeto musical de Vera Vaz e João Farmhouse, iniciado em 2017 e “já com larga experiência nacional e internacional”.

Com o “horizonte por cenário”, trata-se de “uma experiência de fusão entre a música e o lugar, com a paisagem a reinventar-se ao fundo”, argumentou a FEA.

Na sexta-feira à tarde, a programação arranca no Centro de Arte e Cultura (CAC) da FEA, com “as piruetas, fantasias e extravagâncias” de Monsieur Culbuto.

“Vindo de França, Culbuto é uma variação lúdica sobre as figuras de convite. Divertido e truculento, amável e brincalhão, espera e interpela visitantes, surpreende pela agilidade e graça e recebe quem nos visita, grandes e pequenos, nacionais e estrangeiros”, resumiu.

No Jardim das Casas Pintadas, ao fim da tarde, o público vai poder ouvir Ulrich Mitzlaf e o seu muito recente álbum, editado no ano passado, “10 Miniaturas Sónicas Sobre ‘O grito’ de Edvard Munch”.

“Um diálogo entre o lugar e a experimentação musical ou dez miniaturas sonoras para os frescos quinhentistas das Casas Pintadas”, disse a organização.

O Páteo de São Miguel encerra a segunda jornada do festival, à noite, sendo “palco” de dois concertos, um de Daniel Catarino, músico de Évora que se apresenta numa formação em trio, acompanhado por Manuel Molarinho no baixo e Xinês na bateria, e o outro de Bruno Pernadas, que vai apresentar o seu mais recente registo discográfico, “Those who throw objects at the crocodiles will be asked to retrieve them”.

Monsieur Culbuto vai voltar a fazer “as honras da casa” no sábado, desde a manhã, no CAC, até que, às 19:30, a performer, bailarina e artista visual Kate March vai apresentar “Secret Epiphanies”, um espetáculo a solo situado “entre a dança e a pintura”.

A música Inês Pimenta vai atuar no Páteo de São Miguel, ao final da tarde de sábado, seguindo-se, à noite, as bandas Lavoisiser, projeto de Roberto Afonso e Patrícia Relvas que “dialoga intensamente com as tradições (antigas e recentes) da música portuguesa”, e Kumpania Algazarra, com “nove músicos em palco”, que exploram “ritmos dançáveis e sonoridades contagiantes, pautadas por uma multiculturalidade vibrante”.

O encerramento do Lá Fora é feito, na manhã de domingo, pelo sempre presente Monsieur Culbuto, indicou a FEA, realçando que o programa do festival integra ainda duas iniciativas especiais, a exposição “Corpografias Imaginárias”, patente no CAC durante o certame, e o projeto “Passagem”, da artista Joana Leal, residente em Elvas (Portalegre).

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