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PCP. Compra do SIRESP é uma “má opção” que beneficia o “infrator”

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Na opinião do PCP, "é um erro gastar um cêntimo que seja", uma vez que o Estado devia assumir o controlo público da rede. Partido vai insistir na audição da comissão técnica.

O deputado comunista Jorge Machado afirmou que o controlo público da rede já devia ter acontecido há muito

MIGUEL A. LOPES/LUSA

O PCP considera que a compra do Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança (SIRESP) por sete milhões de euros, aprovada esta quinta-feira pelo Governo português, é uma “má opção”. Em declarações ao Observador, o deputado comunista Jorge Machado afirmou que o controlo público da rede já devia ter acontecido há muito e chamou a atenção para os maus investimentos feitos no passado, defendendo que “o Estado já pagou a rede SIRESP umas sete vezes”.

“Se a isto tudo juntarmos que os privados não modernizaram a rede como deviam ter feito e que são responsáveis pelas falhas de emergência, [que pressupõe um incumprimento,] consideramos que pagar é beneficiar o infrator”, declarou Jorge Machado, acrescentando que a compra por parte do Governo da parte do SIRESP que estava nas mãos dos operadores privados (Altice e Motorola) é, na opinião do PCP, “uma má opção” que merece a “crítica” do partido.

É um erro gastar um cêntimo que seja. Na nossa opinião, a rede está paga e mais do que paga devido ao incumprimento”, disse ainda o deputado. “O Estado devia assumir o controlo público porque, ainda por cima, vai ter de fazer investimentos na comunicação de emergência.”

Por agora, o PCP vai “insistir” na audição da comissão técnica encarregada pelo Ministério da Administração Interna “para estudar a solução tecnológica” a adotar após o fim da Parceria Público-Privada (PPP) do SIRESP, que ainda não ocorreu. “Ainda não são conhecidas as soluções apontadas. Parece-nos um erro e uma má gestão do dinheiro público pagar seja o que for”, afirmou Jorge Machado ao Observador, acrescentando que “o grupo de trabalho será determinante” para se avaliar “politicamente o que se vai fazer a seguir”.

Caso se venha a concluir que a solução passa por outro tipo de tecnologia, o deputado comunista considera que a situação atingirá então um ponto “ainda mais escandaloso”. Mas, “independentemente da solução futura, que acrescentará ou não escândalo ao escândalo, há o pressuposto errado, que é o Estado entregar a cereja no topo do bolo a quem já lucrou milhões de euros por uma rede que já está mais do que paga e que já devia estar nas mãos do Estado”, afirmou o deputado, apontando que “pau que nasce torto, já tarde ou nunca se endireita”.

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