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Dívidas a hospitais privados próximo de zero no fim do ano, diz secretário de Estado

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Francisco Ramos garantiu que as dívidas não aumentaram e que ao contrário “tem havido um reforço de financiamento”, pelo que até ao final do ano "os pagamentos em atraso estarão próximo do zero".

Terão sido pagos 30 milhões de euros, referentes a 2016 e 2017 “no máximo”

LUSA

Autor
  • Agência Lusa

O secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Francisco Ramos, disse esta sexta-feira que os pagamentos aos hospitais privados estão a ser regularizados e que até ao final do ano devem estar totalmente regularizados.

O secretário de Estado comentava à Lusa a notícia divulgada esta sexta-feira pelo jornal Público, segundo a qual a “falta de pagamento ameaça cirurgias de doentes em lista de espera”.

De acordo com o jornal, os hospitais privados que recebem doentes do Serviço Nacional de Saúde (SNS), para cirurgias ao abrigo do Sistema Integrado de Gestão de Inscritos para Cirurgia (SIGIC), queixam-se de atrasos nos pagamentos. Já haverá médicos que se recusam a operar, segundo o jornal.

A informação é “um sinal de alerta para que os hospitais promovam mais rapidamente os pagamentos em atraso”, disse Francisco Ramos à Lusa, garantindo que as dívidas não aumentaram este ano e que ao contrário “tem havido um reforço de financiamento”, pelo que até ao final do ano, ou mesmo antes, a seguir ao verão, “os pagamentos em atraso estarão próximo do zero”.

O secretário de Estado admitiu que o atraso nas cirurgias, que leva a que tenha de se recorrer aos privados, pode decorrer ainda dos efeitos das recentes “greves cirúrgicas” dos enfermeiros.

E disse que a haver casos de médicos que se recusam a operar serão sempre pontuais e pouco significativos.

Francisco Ramos falava no final da cerimónia de posse da nova direção da Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (Infarmed), que a partir desta sexta-feira tem como presidente do Conselho Diretivo o antigo vice-presidente, Rui Ivo.

Além de Rui dos Santos Ivo tomaram posse António Manuel Faria Vaz como vice-presidente e Cláudia Belo Ferreira como vogal.

A propósito das dívidas aos privados, Óscar Gaspar, da Associação Portuguesa de Hospitalização Privada, disse à Lusa que no primeiro trimestre deste ano houve um esforço do Ministério da Saúde para reduzir as dívidas.

O responsável explicou que terão sido pagos 30 milhões de euros, referentes a 2016 e 2017 “no máximo”, que a dívida total relativa às cirurgias do SIGIC é de “dezenas de milhar de euros”, e que “o problema é que parte dessas dívidas ainda não foram reconhecidas pelos hospitais públicos” e por isso é que ainda não foram pagas.

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