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União Europeia

Países do sul unidos na agenda estratégica europeia e na condenação à Turquia

O primeiro-ministro português afirmou que é preciso "defender o direito internacional em todas as circunstâncias e os direitos do Chipre em explorar e gerir os seus recursos naturais".

Entre as conclusões da cimeira de Malta consta também uma nota de preocupação face à situação na Líbia

MANUEL DE ALMEIDA/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

Os países do sul da União Europeia mostraram-se esta sexta-feira favoráveis a uma agenda estratégia da União Europeia mais ambiciosa nos domínios social e económico, e condenaram as “violações” da Turquia na zona exclusiva marítima de Chipre.

Estes são dois dos principais pontos da “Declaração de La Valletta”, que contou com a presença dos chefes de Estado e de Governo de Portugal (António Costa), da França (Emmanuel Macron), Espanha (Pedro Sánchez) Itália (Giuseppe Conte), Grécia (Alexis Tsipras), Malta (Joseph Muscat) e Chipre (Nicos Anastasiades).

As primeiras palavras de António Costa foram precisamente destinadas a expressar “a total solidariedade de Portugal relativamente à soberania de Chipre”.

O primeiro-ministro português afirmou que é preciso “defender o direito internacional em todas as circunstâncias e os direitos de Chipre em explorar e gerir os seus recursos naturais”.

“Esta solidariedade que expressamos em relação a Chipre expressamos também em relação aos países bálticos sempre que há uma ameaça à sua soberania”, sustentou António Costa. Uma posição que também foi transmitida pelo Presidente francês e, em tons mais duros relativamente à Turquia, pelos primeiros-ministros grego, Alexis Tsipras, e de Malta, Joseph Muscat.

Antes de o primeiro-ministro italiano lamentar que, em matéria de reforma das políticas migratórias, um ano depois das conclusões do Conselho Europeu de junho, ainda não se verificaram resultados em concreto, “o que faz desesperar os cidadãos”, António Costa considerou prioritária a questão dos refugiados, defendendo uma reforçada “solidariedade em relação aos países [europeus] que estão na linha da frente”.

A solidariedade é um valor europeu. É um valor europeu em todas as circunstâncias”, salientou o primeiro-ministro.

Em relação aos temas em discussão no próximo Conselho Europeu, em Bruxelas, dias 20 e 21 deste mês, António Costa, tal como os restantes líderes políticos, apontou “três prioridades claras: responder positivamente aos anseios dos cidadãos europeus para uma Europa mais verde; mais proteção social; e mais segurança”.

“A União Europeia tem de apostar num novo paradigma de mobilidade e numa transição energética que assente cada vez mais numa maior produção e utilização de energias renováveis. Para isso, é preciso completarmos o Mercado Único da Energia e assegurar a devida interconexão entre os Estados-membros”, declarou, aqui num recado dirigido ao chefe de Estado francês.

No pilar social, o primeiro-ministro considerou essencial um caminho da União Europeia que invista na educação e que garanta proteção social “a todos e em todas as eventualidades”.

“Ninguém deve ficar para trás neste momento de transição tecnológica tão profunda, seja no plano energético, seja no domínio da transição para a sociedade digital. A Europa tem de estar na linha da frente desta nova economia, mas temos de seguir todos em conjunto”, insistiu.

Na “Declaração de La Valletta”, os chefes de Estado e de governo dos sete Estados-membros do sul da União Europeia reiteraram a sua esperança e empenhamento num acordo em torno das perspetivas financeiras para os próximos sete anos, encerrando estas negociações ainda na presidência finlandesa.

Nesta cimeira, António Costa, assim como os primeiros-ministros de Malta e de Espanha, consideraram prioritária a conclusão de um acordo de cooperação estratégica com África.

Temos de olhar de forma positiva para a relação com África e temos de ter a capacidade de concretizar essa parceria estratégica para o século XXI”, acrescentou o primeiro-ministro português.

Entre as conclusões da cimeira de Malta consta também uma nota de preocupação face à situação na Líbia, com Emmanuel Macron a advogar a necessidade de um reforço dos canais diplomáticos no sentido de incentivar o diálogo entre as diferentes partes em conflito.

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