O ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, revelou este domingo que estão resolvidas 70% das mais de 31.500 situações de incumprimentos de limpeza de terrenos, no âmbito da prevenção dos incêndios florestais.

“A GNR identificou 31.500 situações que precisavam de uma resposta mais adequada. Está a fazer o levantamento uma a uma e identificando já níveis de cumprimento acima dos 70%. E é esse esforço que todos vamos continuar a fazer para um verão mais seguro”, disse Eduardo Cabrita à margem da inauguração do novo quartel dos Bombeiros Voluntários de Vialonga, concelho de Vila Franca de Xira, no distrito de Lisboa.

Em 10 de abril, ouvido no parlamento pela Comissão de Ambiente, Ordenamento do Território, Descentralização, Poder Local e Habitação, o ministro adiantou que “foram sinalizadas 31.582 situações em que a limpeza” não estava segundo os padrões estabelecidos na lei, acrescentando que as mesmas estavam a ser comunicadas aos municípios.

Questionado sobre se tem havido um “afrouxamento” na limpeza destas áreas, Eduardo Cabrita respondeu que não, salientando que “nunca houve tanto investimento” como agora.

“Há hoje uma resposta, quer na faixa primária, quer na faixa secundária, e sobretudo um esforço de limpeza que no ano passado parecia uma novidade, e provocou, aliás, algum debate público”, referiu.

O ministro da Administração Interna contou que tem tido reuniões com os autarcas, que estão consciencializados para este desígnio.

“Estive anteontem [sexta-feira] em Aveiro e em Viseu. Tenho vindo a reunir-me com os autarcas de todo o país e aquilo que eu registo de norte a sul do país é a consciência de todas as autarquias de que a resposta na prevenção, em articulação com as estruturas locais de Proteção Civil, é uma prioridade absoluta. É por isso que nunca se limpou tanto e percebe-se que esta é hoje uma resposta”, frisou.

O prazo para limpar o mato e podar árvores junto a casas isoladas, aldeias e estradas terminou em 15 de março. Perante o incumprimento dos proprietários deste prazo, as câmaras municipais tinham de garantir, até 31 de maio, a realização de todos os trabalhos de gestão de combustível.