Os serviços sismológicos chineses registaram um sismo de 1,3 graus de magnitude na escala de Richter às 19h38 locais (12h38 em Lisboa), na cidade chinesa de Hunchun, causado por uma “explosão suspeita”, disseram as autoridades à AFP.

Segundo a agência de notícias, os testes nucleares do regime de Pyongyang já causaram, no passado, tremores e mini terramotos ao longo da fronteira entre os dois países.

A explosão surgiu no dia em que foi anunciada a visita do Presidente chinês, Xi Jinping, à Coreia do Norte, a primeira dos últimos 14 anos, que visa mostrar uma aproximação entre os dois países.

Na quinta-feira a China e a Coreia do Norte deverão abordar a guerra comercial em curso entre Washington e Pequim, mas também as sanções internacionais a Pyongyang devido ao programa nuclear do regime de Kim Jong-un.

Os testes nucleares norte-coreanos, condenados pela China, esfriaram tanto as relações entre os vizinhos que Xi Jinping e Kim Jong-un, no poder desde 2012 e 2011, respetivamente, só se encontraram pela primeira vez enquanto líderes dos países no ano passado.

Desde aí, os dois países resolveram reaproximar-se, tendo o líder norte-coreano viajado para a China quatro vezes no ano passado. Xi Jinping prometeu devolver a visita ao vizinho, mas ainda não tinha anunciado a data.

A decisão de visitar Pyongyang uma semana antes do encontro do G-20, no Japão, é vista como simbólica por alguns analistas.

Pequim queria organizar uma visita oficial à Coreia do Norte antes de qualquer reunião entre Xi Jinping e Donald Trump, estando a logística a ser preparada desde o mês passado.

Nos últimos dias, centenas de soldados e trabalhadores têm estado a repintar a Torre da Amizade, em Pyongyang, símbolo dos milhões de soldados chineses que Mao Tse-tung enviou para ajudar as forças do avô de Kim Jong-un durante a Guerra da Coreia (1950-53).