As condições meteorológicas nos grupos central e oriental dos Açores, afetados pela chuva forte desde domingo, “acalmaram”, não se tendo registado ocorrências nas últimas horas, disse à Lusa uma fonte da proteção civil. Mas o estado de tempo obrigou ao realojamento de nove pessoas e há vídeos publicados nas redes sociais que mostram como algumas estradas se transformaram em rios e houve telhados a voarem com o vento.

Fonte do Serviço Regional de Proteção Civil e Bombeiros dos Açores (SRPCBA) disse esta segunda-feira à Lusa, às 07h15 (06h15 hora local), que “o estado do tempo melhorou nas últimas horas, não se tendo registado chuva forte”.

Nove pessoas tiveram de ser realojadas na ilha Terceira, no domingo, devido ao mau tempo que está a afetar os grupos central e oriental dos Açores. De acordo com uma nota do Serviço Regional de Proteção Civil e Bombeiros dos Açores (SRPCBA), a ilha onde se verificaram mais ocorrências foi a Terceira, com 33 casos. A maioria das ocorrências registadas estiveram relacionadas com inundações de habitações, inundações de via, transbordos de curso de água, vários danos e quedas de árvore).

“Na zona oeste da ilha Terceira, entre as freguesias de São Bartolomeu e das Doze Ribeiras, houve necessidade de realojar nove pessoas, situação resolvida pelo Serviço Municipal de Proteção Civil de Angra do Heroísmo e pelo Instituto de Segurança Social dos Açores (ISSA)”, é referido no comunicado.

A maioria dos danos registou-se no concelho de Angra do Heroísmo, com 30 ocorrências, sendo que as restantes três aconteceram no concelho da Praia da Vitória.

Nas operações estiveram envolvidos os bombeiros de Angra do Heroísmo, que contaram com a colaboração dos bombeiros da Praia da Vitória, o Serviço Municipal de Proteção Civil de Angra do Heroísmo e a Direção Regional das Obras Públicas, sob a coordenação do SRPCBA.

Apesar da melhoria do estado do tempo, o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) mantém o aviso amarelo para os grupos central e oriental até às 09h locais (10h de Lisboa).

Ainda no grupo central, que esteve sob aviso laranja até às 21h de domingo, uma derrocada de pequena dimensão obstruiu a via de acesso à Fajã dos Cubres, no concelho da Calheta, ilha de São Jorge, situação que foi “prontamente resolvida”, segundo a Proteção Civil.

No grupo oriental “registou-se a queda de uma árvore em São Miguel e a queda parcial de uma estrutura de uma unidade hoteleira que estava em reparação na ilha de Santa Maria”.

O aviso laranja é o segundo mais grave de uma escala de quatro e é emitido para uma “situação meteorológica de risco moderado a elevado”, já o aviso amarelo é o segundo menos grave e é emitido quando as condições meteorológicas representam um “risco para determinadas atividades”.