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Conflitos

Candidato a chefe do Governo de Macau diz que forças exteriores devem deixar Hong Kong resolver lei da extradição

Durante uma conferência de imprensa onde apresentou formalmente a candidatura a chefe do Governo de Macau, Ho Iat Seng afirmou que Hong Kong "tem capacidade para tratar do problema".

JEROME FAVRE/EPA

O candidato a chefe do Governo de Macau Ho Iat Seng defendeu esta terça-feira que as “forças exteriores” devem deixar Hong Kong resolver internamente o problema da lei da extradição, que tem motivado protestos maciços.

“Espero que as forças exteriores não interfiram nos assuntos internos de Hong Kong”, disse, quando questionado sobre a polémica que se vive na região administrativa especial vizinha, com a proposta de lei que permitiria extraditar suspeitos de crimes para territórios sem acordo prévio, como é o caso da China continental.

Ho Iat Seng, contudo, escusou-se a tecer mais comentários, alegando que esta matéria é do foro interno daquele território.

“O Governo de Hong Kong tem capacidade para tratar do problema”, sustentou, durante uma conferência de imprensa para apresentar formalmente a candidatura ao cargo de chefe do Governo de Macau, cuja eleição está agendada para 25 de agosto.

Numa semana, Hong Kong viveu três protestos contra as emendas à lei da extradição e a exigirem a demissão da chefe do Governo, com números recorde de participação, um deles marcado por violentos confrontos entre a polícia e manifestantes que causaram mais de uma centena de feridos e pelo menos onze detenções.

Os protestos obrigaram Carrie Lam a suspender, no sábado, a discussão da proposta de lei e, no domingo, a pedir desculpas à população.

Ao apresentar esta manhã o manifesto de candidatura, Ho Iat Seng prometeu salvaguardar a autonomia do território, cumprir a Lei Básica, defender o princípio “um país, dois sistemas”, mas prosseguir a integração na China.

“Exercerei as funções e a governação no estrito cumprimento da Constituição e da Lei Básica, prosseguindo cabal e rigorosamente os princípios de ‘um país, dois sistemas’, ‘Macau governada pelas suas gentes’ e ‘alto grau de autonomia’”, afirmou.

Ho Iat Seng, empresário que se estreou como deputado em 2009, ano em que foi eleito para o cargo de vice-presidente da AL e, quatro anos depois, em 2013, para o de presidente daquele órgão, foi até abril um dos 175 membros do Comité Permanente da APN chinesa.

O candidato é administrador e gerente-geral da Sociedade Industrial Ho Tin S.A.R.L.; presidente do conselho de administração da Companhia de Investimento e Desenvolvimento Ho Tin, Limitada; e administrador e gerente-geral da Fábrica de Artigos de Plástico Hip Va.

Ex-membro do 13.º Comité Permanente da APN, foi até agora deputado na AL, vice-presidente da Associação Comercial de Macau e presidente vitalício da Associação Industrial de Macau.

O agora candidato a chefe do Governo de Macau foi membro dos 9.º, 10.º, 11.º e 12.º Comités Permanentes da APN, de 2000 a 2018, e membro do Conselho Executivo da Região Administrativa Especial de Macau (RAEM), de 2004 a 2009.

Ho recebeu a medalha de Mérito Industrial e Comercial, entregue pelo último governador de Macau (1999), Rocha Vieira, a medalha de Mérito Industrial e Comercial (2001) e a medalha de Honra Lótus de Ouro (2009), ambas atribuídas pelo Governo da RAEM.

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