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Forças Armadas

Militar português ferido na RCA apresenta “evolução favorável do quadro clínico”, segundo Forças Armadas Portuguesas

O soldado teve um acidente de carro na quinta-feira. Sofreu um traumatismo craniano e teve de amputar os membros inferiores. Continua internado e está a ser acompanhado pelos médicos.

As causas que levaram ao despiste da viatura estão a ser investigadas

Tiago Petinga/LUSA

O militar português ferido na República Centro-Africana (RCA) e que sofreu a amputação dos membros inferiores apresenta uma “evolução favorável do seu quadro clínico”, anunciou na segunda-feira o Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA).

“O soldado Aliu Camará, vítima de um trágico acidente de viação na República Centro-Africana no passado dia 13 de junho, apresenta uma evolução favorável do seu quadro clínico, prosseguindo internado no Hospital das Forças Armadas”, refere o EMGFA no Facebook.

Segundo o EMGFA, o militar está a ser acompanhado por uma “equipa médica multidisciplinar”.

O militar português ficou ferido na quinta-feira à tarde na RCA, na sequência do despiste e capotamento de uma viatura, quando as tropas nacionais realizavam um trajeto logístico junto à região de Bouar, situada a 350 quilómetros a noroeste da capital do país. Este militar sofreu um “traumatismo craniano sem perda de conhecimento” e um “traumatismo grave dos membros inferiores” que obrigou a “amputação bilateral”.

A operação de transporte de Bangui para Lisboa foi realizada “aos primeiros alvores” de sexta-feira, numa aeronave Falcon da Força Aérea, com acompanhamento médico a bordo, com cerca de seis horas de duração.

Está também em curso um “processo de averiguações deste acidente em serviço, para apuramento das causas que levaram ao despiste da viatura”.

No final de maio, os militares portugueses em missão da Organização das Nações Unidas na República Centro-Africana (MINUSCA, na sigla em inglês) foram enviados para a região de Bocaranga, onde mais de 50 pessoas foram mortas por um grupo armado.

A projeção dos militares visa a realização de uma operação conjunta com forças de capacetes azuis do Bangladesh, dos Camarões e das Forças Armadas Centro-africanas, contando igualmente com o apoio de helicópteros do Senegal e do Paquistão, para estabilizar a paz na região de Bocaranga, situada a noroeste do país, junto à fronteira com o Chade e com os Camarões.

Portugal está presente na RCA desde o início de 2017, no quadro da MINUSCA, cujo 2.º comandante é o major-general do Exército Marco Serronha.

Portugal integra a MINUSCA, com a 5.ª Força Nacional Destacada, que tem a função de Força de Reação Rápida, e lidera a Missão Europeia de Treino Militar-República Centro-Africana (EUMT-RCA), que é comandada pelo brigadeiro-general Hermínio Teodoro Maio.

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