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Mostra Espanha 2019 é inaugurada esta terça-feira com entrega de prémio Luso-Espanhol a Mariza

A Mostra Espanha 2019 decorre em Portugal entre junho e dezembro, em 20 cidades. Arranca esta terça-feira no Mosteiro dos Jerónimos. O prémio foi atribuído por Espanha e Portugal e vale 75 mil euros.

A cantora portuguesa já foi nomeada mestre da Música Mediterrânica

TIAGO PETINGA/EPA

Autor
  • Agência Lusa

A entrega do Prémio Luso-Espanhol de Arte e Cultura à fadista portuguesa Mariza vai marcar esta terça-feira, às 19h30, no Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa, a inauguração oficial do evento Mostra Espanha 2019.

De acordo com a organização, estarão presentes na cerimónia a ministra da Cultura de Portugal, Graça Fonseca, e o ministro da Cultura e Desporto de Espanha, José Guirao.

A Mostra Espanha 2019 decorre entre junho e dezembro, em 20 cidades do país, para divulgar o património cultural espanhol através de exposições, música, artes cénicas, conferências e encontros, em mais de 80 iniciativas.

Em novembro de 2018 foi anunciado pelo Ministério da Cultura de Portugal que a cantora Mariza era a vencedora do Prémio Luso-Espanhol de Arte e Cultura 2018, pelo “seu trabalho a favor do fomento das relações entre Portugal e Espanha”.

O júri do prémio “decidiu atribuir, por unanimidade, o Prémio Luso-Espanhol de Arte e Cultura 2018 à cantora portuguesa Mariza”, foi anunciado, na altura. O prémio, atribuído pelos governos de Portugal e de Espanha, no valor de 75 mil euros, reconhece a obra de um criador no âmbito da arte e da cultura, que fomente a comunicação e cooperação cultural entre os dois países.

O júri considerou que o trabalho de Mariza “a favor do fomento das relações entre Portugal e Espanha é visível na sua participação no filme ‘Fados’, do realizador espanhol Carlos Saura, nos numerosos concertos que, desde 2008, dá em vários locais de Espanha, assim como nos duos que interpreta com reconhecidos cantores como Miguel Poveda, Tito Paris, Concha Buika ou Sergio Dalma, uma fusão bem-sucedida de ritmos que contribuem para derrubar fronteiras e aproximar públicos”.

Este ano, o júri do prémio foi constituído pelos portugueses João Fernandes (subdiretor do Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía), Pedro Serra (professor do Departamento de Filologia Moderna da Universidade de Salamanca) e João Luís Carrilho da Graça (arquiteto), e pelos espanhóis Ana Santos (diretora da Biblioteca Nacional da Espanha), Juan Cruz (jornalista e escritor) e Adriana Moscoso (diretora-geral das Indústrias Culturais e de Cooperação de Espanha).

O Prémio Luso-Espanhol de Arte e Cultura, de caráter bienal, foi criado em 2006 pelos governos de Portugal e Espanha para reconhecer o trabalho de um autor ou entidade que “tenha contribuído significativamente para o reforço dos laços entre os dois Estados e para um maior conhecimento recíproco da criação ou do pensamento”.

Nas edições anteriores foram distinguidos a jornalista Pilar del Río, o escritor e tradutor José Bento, o professor Perfecto Cuadrado, o arquiteto Álvaro Siza, o realizador Carlos Saura e a escritora Lídia Jorge.

Marisa dos Reis Nunes (Mariza) nasceu em Maputo, em 1973. Em 2001, editou o álbum de estreia, “Fado em Mim”, no qual gravou temas de Tiago Machado e Jorge Fernando, e resgatou do repertório fadista “Loucura”, “Maria Lisboa” e “Há Festa na Mouraria”, entre outros.

Em maio do ano passado editou “Mariza”, com temas compostos, entre outros, por Jorge Fernando, Mário Pacheco, Matias Damásio e Carolina Deslandes, e que foi nomeado para os Prémios Grammy Latinos, na categoria de Best Portuguese Language Roots Album.

A fadista já esteve várias vezes indicada para os Grammy Latinos, nomeadamente com os álbuns “Mundo” (2015), “Terra” (2008) e “Concerto em Lisboa” (2006).

Em novembro de 2017, foi nomeada mestre da Música Mediterrânica, pela Universidade de Berklee, em Boston, nos Estados Unidos.

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