O conselho de administração da Alphabet, a empresa-mãe da Google, chumbou as propostas dos acionistas para a alteração das políticas internas relativamente a acusações de assédio sexual e outras preocupações de caráter social.

Apesar dos protestos dos trabalhadores, nenhuma das 13 propostas apresentadas durante o encontro anual de acionistas, que incluíam também a aplicação de “práticas de emprego equitativas”, foram aprovadas. De acordo com o The Guardian, em cima da mesa estavam também questões éticas relacionadas com os sistemas de inteligência artificial e a sua utilização, o tratamento dado aos trabalhadores da empresa sediada na Califórnia e a atividade da Alphabet na China.

Em novembro de 2018, funcionários da Google fizeram greve contra a má conduta da empresa em casos de assédio sexual e o tratamento desigual dado às mulheres e às minorias. A paralisação, em que terão participado cerca de 20 mil trabalhadores em várias partes do mundo, surgiu na sequência de várias notícias sobre casos de assédios cometidos por executivos. Richard DeVaul, director da corporação X pertencente à Alphabet, foi um dos acusados.

Pouco tempo depois, a Google acabou com a política de arbitragem obrigatória nestes casos.