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Ensino Superior

No 20 anos de Bolonha, ministro diz que há quatro vezes mais alunos portugueses a estudar fora

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O acordo de Bolonha faz hoje 20 anos e o ministro Manuel Heitor divulga números "muito avançados face aos ideais iniciais". Há cerca de 10 mil alunos portugueses a estudar no estrangeiro.

Há cerca de 15 mil alunos estrangeiros em Portugal. Mas o processo de Bolonha também tem merecido críticas. Aqui, estudantes em Coimbra reclamavam a sua revisão.

PAULO NOVAIS/LUSA

Vinte anos depois da assinatura do acordo de Bolonha, o número de portugueses a estudar a Europa quadruplicou. Em 2000 eram cerca de 2500 os portugueses que fazia um semestre ou um ano letivo no estrangeiro, ao abrigo do programa Erasmus, e hoje são perto de 10 mil os alunos portugueses nesta situação.

Os dados foram divulgados pelo ministro do Ensino Superior, Manuel Heitor, ao Diário de Notícias: “Neste ano letivo estão cerca de 15 mil [alunos de outros países europeus] em Portugal e perto de dez mil portugueses em mobilidade no estrangeiro”.

O acordo foi estabelecido com a intenção de criar um espaço europeu de ensino superior, com a partilha de critérios e e graus de licenciatura entre os sistemas nacionais de ensino superior dos 47 países que assinaram o tratado. Uma homogeneização que estabeleceu licenciaturas de três anos, seguidas de mestrados de dois anos e de doutoramentos, que promoveu a mobilidade de alunos entre os países signatários. Manuel Heitor considera que os dados atuais estão “muito avançados face aos ideais iniciais” e considera que “a mobilidade dos estudantes na Europa, como parte de uma cultura associada ao Erasmus”, é uma das marcas de Bolonha.

Heitor também sublinha, em declarações ao mesmo jornal, a importância da criação de uma Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior, pelo então ministro Mariano Gago, e acredita ser hoje “consensual que a introdução da acreditação, seguindo mecanismos europeus, foi um marco essencial para o nosso posicionamento na Europa”. “Hoje o ensino superior português é de alta qualidade. E isso está muito associado ao que foram os primeiros dez anos de avaliação e de acreditações. Permitiu eliminar algum ruído e algumas atividades de baixa qualidade que havia em Portugal, tanto no setor público como no privado”, afirmou o ministro.

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