Rádio Observador

Açores

Prejuízos de meio milhão de euros em caminhos agrícolas na ilha Terceira

A chuva e vento fortes de domingo causaram estragos em vários terrenos agrícolas. O Governo Regional vai apoiar os agricultores e serão investidos 1,9 milhões de euros.

LUSA

O mau tempo que afetou os Açores no passado domingo provocou prejuízos em caminhos agrícolas na ilha Terceira, na ordem do meio milhão de euros, revelou esta quarta-feira o secretário regional da Agricultura e Florestas.

“A estimativa que nós temos neste momento anda à volta de meio milhão de euros de prejuízo”, adiantou João Ponte, referindo-se aos caminhos agrícolas da responsabilidade dos serviços florestais e do Instituto Regional de Ordenamento Agrário (IROA).

O governante falava, em declarações aos jornalistas, à margem de uma visita aos terrenos agrícolas mais fustigados pela chuva forte e pelo vento que se fizeram sentir no passado domingo, com impacto sobretudo na zona oeste da ilha Terceira.

No que diz respeito aos caminhos agrícolas, João Ponte disse que serão repostas as situações “mais complicadas” para garantir a circulação em segurança dos agricultores, mas pelo menos duas intervenções de maior dimensão terão de ser efetuadas em 2020, com recurso a verbas do próximo orçamento. “Estamos a investir cerca de 1,9 milhões de euros em novos caminhos aqui na ilha Terceira. Todos eles já estão concluídos ou com contrato assinado, não será possível reprogramar estes investimentos”, justificou.

O Governo Regional vai também apoiar os agricultores que tiveram prejuízos na cultura do milho forrageiro, mas os estragos ainda não estão contabilizados.

“Temos de aguardar mais algum tempo. A verdade é que sabemos que nas freguesias mais atingidas foram declarados cerca de 500 hectares de milho forrageiro, mas nem todos têm prejuízos e nem todos têm a mesma intensidade”, frisou o secretário regional.

João Ponte apelou, no entanto, aos agricultores para que façam seguros de colheita, salientando que o executivo não poderá continuar a ceder apoios quando já existem instrumentos financiados por fundos comunitários.

“É verdade que estamos numa fase inicial e numa fase de transição – se calhar muitos dos agricultores ainda não têm o conhecimento devido deste tipo de seguro – mas o apelo que faço é que nas próximas colheitas tenham atenção a essa matéria, porque também da parte do Governo não poderemos disponibilizar por um lado seguros de colheita e ao mesmo tempo ter apoios públicos para intempéries desta natureza”, alertou.

Segundo o presidente da Associação Agrícola da Ilha Terceira (AAIT), José António Azevedo, os seguros são uma “boa resposta” para este tipo de situações, mas os agricultores só os deverão contratualizar nos meses de junho e julho, até porque as candidaturas ainda não estão disponíveis.

“Costumamos dizer que casa roubada, trancas à porta, mas não foi o caso. Foi uma mera coincidência. Os seguros estavam a tentar ser instalados já para salvaguardar estas colheitas. Não prevíamos era chuvas tão torrenciais no mês de junho”, avançou. Os agricultores pagam apenas 30% do seguro, sendo os restantes 70% assegurados por fundos comunitários.

O seguro cobre apenas situações de granizo, chuvas torrenciais e ventos fortes, mas José António Azevedo defendeu que deveriam ser contemplados também prejuízos decorrentes da seca, que atingiu várias ilhas dos Açores em 2018. “A situação da seca não está salvaguardada, mas penso que de futuro e com as alterações é um ponto que tem de ser visto, nem que o seguro tenha de ter mais algum custo”, afirmou.

Não queremos ser todos iguais, pois não?

Maio de 2014, nasceu o Observador. Junho de 2019, nasceu a Rádio Observador.

Há cinco anos poucos acreditavam que era possível criar um novo jornal de qualidade em Portugal, ainda por cima só online. Foi possível. Agora chegou a vez da rádio, de novo construída em moldes que rompem com as rotinas e os hábitos estabelecidos.

Nestes anos o caminho do Observador foi feito sem compromissos. Nunca sacrificámos a procura do máximo rigor no nosso jornalismo, tal como nunca abdicámos de uma feroz independência, sem concessões. Ao mesmo tempo não fomos na onda – o Observador quis ser diferente dos outros de órgãos de informação, porque não queremos ser todos iguais, nem pensar todos da mesma maneira, pois não?

Fizemos este caminho passo a passo, contando com os nossos leitores, que todos os meses são mais. E, desde há pouco mais de um ano, com os leitores que são também nossos assinantes. Cada novo passo que damos depende deles, pelo que não temos outra forma de o dizer – se é leitor do Observador, se gosta do Observador, se sente falta do Observador, se acha que o Observador é necessário para que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia, então dê o pequeno passo de fazer uma assinatura.

Não custa nada – ou custa muito pouco. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt
Legislação

Menos forma, mais soluções /premium

Helena Garrido

É aflitivo ver-nos criar leis e mais leis sem nos focarmos nas soluções. A doentia tendência em catalogar tudo como sendo de esquerda ou de direita tem agravado esta incapacidade de resolver problemas

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)