Em 2022, o Grupo Renault pretende superar 5 milhões de unidades vendidas, em termos globais. O que implica “só” aumentar a transacção de novos veículos em mais de 40%. Ora, para atingir essa meta, a Renault faz pontaria à India, mercado onde assume que quer duplicar o volume de vendas anuais, nos próximos três anos. E é nesta estratégia puramente comercial que se enquadra o mais recente lançamento da marca do losango: o Renault Triber.

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Compacto, com menos de 4 metros de comprimento, este modelo foi especificamente projectado para a Índia, não pelo país padecer da febre dos crossovers urbanos, mas sim porque por aquelas bandas dá um tremendo jeito ter um automóvel com maior distância ao solo (182 mm) e robusto, com protecções em plástico que lhe permitam enfrentar as adversidades de estradas mal pavimentadas e que, para cúmulo, embora pequeno, consiga transportar sete passageiros. Ou seja, de uma assentada, o construtor francês arranjou maneira de compatibilizar a versatilidade de um monovolume com a tão em voga estética SUV. Um conceito que faz tanto sentido na Índia como no resto do mundo – e, se dúvidas existissem, basta lembrar que a própria Mercedes também já enveredou por este caminho com o novo GLB. Daí que fiquemos com a convicção de que o Triber acabará por chegar à Europa, com a própria Renault a assumir que, embora a sua comercialização esteja para já circunscrita à Índia, estamos perante um B-SUV “que possui outras ambições internacionais”.

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Embora exista quem avance que a base do novo crossover é a mesma do Kwid, oficialmente a marca fala numa “nova plataforma modular de última geração, desenvolvida em exclusivo pela Aliança” (Renault-Nissan). Com sete lugares, o Triber promete oferecer até 200 mm no espaço para as pernas de quem viaja na segunda fila de bancos, um valor recorde no segmento, e mais 91 mm na terceira fila de bancos. E, quando esta desaparece, o pequeno SUV francês reclama a melhor bagageira da classe, anunciando uns impressionantes 625 litros (84 litros com sete lugares; 320 litros com seis).

Sob o capot, encontra-se o já conhecido motor a gasolina de três cilindros de 1,0 litros, a debitar 72 cv e 96 Nm, acoplado a uma caixa manual de cinco relações ou a uma transmissão robotizada também com cinco velocidades.