As assembleias de voto na Mauritânia abriram esta manhã, às 8h de Lisboa, para a primeira volta das eleições presidenciais destinadas a escolher o sucessor de Mohamed Abdel Aziz, há 11 anos no poder e constitucionalmente impedido de se recandidatar.

Um total de 1.544.132 eleitores são chamados a votar num dos seis candidatos às presidenciais: Mohamed uld Ghazouani (que parte como o favorito), Sidi Mohamed uld Boubacar, Biram Dah Abeid, Mohamed uld Maouloud, Mohamed Lemine El Mourteji e Kane Hamidou Baba.

Observadores da Organização das Nações Unidas (ONU), União Africana e embaixadas internacionais, entre outros, foram convidados para observadores do ato eleitoral, além de organizações locais da sociedade civil, segundo a comissão eleitoral nacional independente (CENI) que supervisiona o processo.

Vários partidos acusam a Comissão Nacional Eleitoral de estar ao serviço do regime e mostram-se indignados pelo facto de o Governo ter rejeitado um pedido para convocar observadores internacionais para monitorizar as eleições presidenciais.

Se nenhum dos seis candidatos conseguir a maioria absoluta dos votos expressos, terá de se realizar uma segunda volta entre os dois mais votados, que está agendada para o próximo dia 6 de julho.