O plano estava traçado e devia ser executado este domingo: os agentes de Imigração deveriam entrar nas comunidades de imigrantes das dez maiores cidades norte-americanas, numa operação coordenada, e ordenar a deportação de todas as famílias que não tivessem documentos. Segundo o New York Times, cerca de duas mil famílias podiam ser afetadas pela operação, e centenas de crianças que já nasceram nos EUA, e que por isso são cidadãos norte-americanos, poderiam ser forçadas a separar-se dos pais.

Mas Donald Trump anunciou este sábado que iria adiar a operação, a pedido dos democratas. Com um contraponto: ameaçou soltar os agentes de Imigração dentro de duas semanas caso os democratas não aceitassem as alterações à lei do asilo, a que há muito se opõem. O partido democrata, incluindo Nancy Pelosi, apelidaram a operação de “brutal” e acusaram Trump de “não ter coração”.

Por isso, o presidente norte-americano decidiu dar uma oportunidade. “A pedido dos Democratas, vou adiar o processo de deportação dos imigrantes ilegais por duas semanas para ver se Democratas e Republicanos conseguem chegar a uma solução para os problemas de Asilo na fronteira do sul. Se não, as deportações vão começar!”, escreveu no Twitter.

A ameaça de Donald Trump deverá agora criar uma batalha legislativa intensa durante nas próximas duas semanas, prevendo-se que o braço de ferro entre o presidente e os democratas, que discordam das exigências de Trump para limitar drasticamente as oportunidades para os migrantes pedirem asilo nos Estados Unidos, vá continuar.