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Polícia

Governo ordena reforço de polícias no verão para combater “máfias do Leste”

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Ministério da Administração Interna vai reforçar polícias a operar nas zonas balneares e áreas residenciais para combater gangs do Leste e Cáucaso que vigiam e assaltam apartamentos.

TIAGO PETINGA/LUSA

O Ministério da Administração Interna vai reforçar as operações policiais no verão, com vista a combater os grupos transnacionais (sobretudo com origem na Europa de Leste e zona do Cáucaso) que se têm destacado em Portugal nos assaltos a casas e carteiristas — sobretudo no verão. Segundo avança o Correio da Manhã, a operação chama-se Polícia Sempre Presente — Verão Seguro 2019 e trata-se de uma operação coordenada pelo Ministério da Administração Interna que prevê “incrementar o sentimento de segurança não só nas zonas balneares, como também nas áreas residenciais”.

Os grupos, segundo aquele jornal, têm origem em diversos países da Europa de Leste, entre Roménia, Albânia e Bulgária, e em antigas repúblicas soviéticas do Cáucaso, como a Geórgia ou o Azerbeijão. Portugal tem sido um dos alvos preferenciais destes grupos, que espalham células pelo continente europeu para estudar os melhores locais a atacar, as rotinas dos proprietários de casas e estabelecimentos comerciais, para serem depois mais eficazes na hora do assalto. Quando atingem um determinado valor de lucro com os assaltos, as células são substituídas por outros operacionais, e os anteriores abandonam o país. É este tipo de “gangs” ou “máfias” que o Ministério da Administração Interna quer desmantelar.

Para isso, o MAI criou uma plataforma eletrónica, à qual a PSP e a GNR têm acesso, e à qual os donos de habitações, empresas e estabelecimentos comerciais são incentivados a aderir, para o reforço da vigilância ser direcionada a alvos específicos. Segundo dados da PSP, as queixas de furtos deste género aumentam significativamente no verão. Em outubro de 2016, por exemplo, o SEF prendeu seis membros de um grupo georgiano chamado Máfia dos Ladrões em Lei, que selecionavam apartamentos de luxo, estudavam as rotinas dos proprietários e, por fim, assaltavam.

Também o Relatório Anual de Segurança Interna relativo ao ano de 2018 alertava para o facto de Portugal ser um local de passagem de “grupos transnacionais e itinerantes, dedicados a uma criminalidade diversificada, como assaltos e tráfico”.

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