Jovens e ministros responsáveis pela juventude de vários países comprometeram-se hoje com 19 princípios base para o futuro dos jovens, entre os quais o desenvolvimento de programas que previnam a violência, especialmente contra jovens mulheres.

Vinte e um anos depois da primeira Conferência Mundial de ministros da Juventude, também realizada em Portugal, as delegações que agora, durante dois dias, debateram lado a lado questões emergentes da juventude aprovaram um documento que atualiza a declaração de Lisboa assinada em 1998.

Nesta nova declaração “Lisboa+21 “, 50 ministros e 120 delegações de juventude acordaram promover, proteger e cumprir os direitos humanos e liberdades fundamentais de todos os jovens.

Os responsáveis comprometem-se ainda a desenvolver e a fortalecer políticas nacionais com base no Programa de Ação Mundial para a Juventude e em consonância com a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, reiterando a necessidade de erradicar a pobreza em todas as suas formas e dimensões, incluindo a pobreza extrema, as alterações climáticas e as desigualdades.

O texto reafirma o Programa de Ação Mundial para a Juventude adotado pela Assembleia Geral das Nações Unidas na sua resolução 50/81 de 14 de Dezembro de 1995 e 62/126 de 18 de Dezembro 2007, que fornece um quadro político e orientações práticas para a ação nacional, apoio internacional para melhorar a situação dos jovens em todo o mundo, dentro das quinze áreas prioritárias para jovens.

A declaração de Lisboa+21 lembra também a resolução 70/1 da Assembleia Geral de 25 de setembro de 2015, intitulada “Transformando o nosso mundo: a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável”, na qual a Assembleia reconheceu que as crianças e jovens são agentes de mudança.

A necessidade de erradicar a pobreza em todas as suas formas e dimensões, incluindo a pobreza extrema, o combate às alterações climáticas e às desigualdades, são para os jovens os maiores desafios globais que o mundo enfrenta hoje.

Na declaração os dirigentes para a área da juventude, ministros e jovens, comprometeram-se também a promover a políticas e iniciativas ambientais, a garantir o direito à participação significativa de jovens homens e mulheres.

A promoção do direito à educação e igualdade para todos os jovens, especialmente para as mulheres jovens, e medidas concretas para ajudar ainda mais os jovens em situações de conflito armado são também alguns dos compromissos assumidos hoje.

Em 1998, o Governo Português, em cooperação com os parceiros do Sistema das Nações Unidas, organizou a Conferência Mundial de Ministros Responsáveis pela Juventude, que se tornou um marco no trabalho em torno das políticas de Juventude.

Na Declaração final na altura, ministros e demais líderes mundiais presentes, comprometeram-se a trabalhar com a Juventude num conjunto de políticas e programas que fossem ao encontro das preocupações dos jovens e melhorassem as suas vidas.

Estes compromissos cobriam as áreas prioritárias do setor, tal como definido no Programa Mundial de Ação para a Juventude, adotado em 1995 pela Assembleia Geral das Nações Unidas.

Agora, os Estados foram chamados a intensificar os seus compromissos para integrar a perspetiva da Juventude na implementação da Agenda 2030 e da Conferência Mundial de Ministros Responsáveis pela Juventude 2019 e do Fórum da Juventude “Lisboa+21” com uma Declaração renovada (Lisboa+21), no quadro da Agenda 2030.