Dezanove bilionários norte-americanos, incluindo George Soros, divulgaram hoje uma carta onde pedem aos candidatos às eleições presidenciais norte-americanos de 2020 que seja aplicado um imposto sobre as famílias do país com as maiores fortunas.

“Escrevemos para pedir a todos os candidatos presidenciais, quer sejam republicanos ou democratas, para apoiarem [a criação de] um imposto sobre a riqueza moderado, [que incida] sobre as fortunas de um décimo dos 1% de norte-americanos mais ricos — sobre nós”, afirmam os signatários da carta hoje difundida.

Entre os dezanove nomes que assinam a missiva encontram-se George Soros, o cofundador do Facebook Chris Hughes e os herdeiros dos impérios Hyatt e da Disney.

“O próximo dólar [proveniente] das novas receitas fiscais deve vir dos [norte-americanos] financeiramente mais afortunados, e não dos norte-americanos com rendimentos médios ou baixos”, lê-se na carta do clube dos norte-americanos mais ricos.

“A América tem a responsabilidade moral, ética e económica para taxar mais a nossa riqueza”, argumentam os dezanove signatários, acrescentando que um imposto sobre a riqueza podia ajudar a enfrentar a crise climática – um dos temas que tem estado em destaque na corrida presidencial – melhorar o estado da economia, os resultados da saúde, criar oportunidades e fortalecer as liberdades democráticas. “Instituir um imposto sobre a riqueza é do interesse da nossa república”, sustentam.

Os subscritores da carta enumeram seis razões pelas quais defendem um imposto sobre riqueza: “é uma ferramenta poderosa para resolver a crise climática”, “é um vencedor económico para a América”, “tornará os norte-americanos mais ricos”, “é justo”, “fortalece a liberdade e democracia norte-americanas” e é “patriótico”.

Vários candidatos às eleições presidenciais norte-americanas, nomeadamente Pete Buttigieg, autarca de South Bend, no estado do Indiana, e Beto O’Rourke, antigo membro da Câmara dos Representantes, já manifestaram o seu apoio a esta medida.

No entanto, a carta apresenta a proposta específica da senadora Elizabeth Warren, que planeia tributar as famílias com um património superior a 50 milhões de dólares (o equivalente a 44 milhões de euros).

Nas contas da candidata, seria possível recolher, através da medida, 2,75 biliões de dólares em 10 anos (cerca de 2,41 biliões de euros).